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Após aumento nos combustíveis, Morales anuncia elevação de 20% no mínimo e bônus para funcionários públicos

por Renata Giraldi publicado 30/12/2010 14h56, última modificação 30/12/2010 15h05

Corte de subsídios a combustíveis é justificada como parte da investida contra "o neoliberalismo que sangrou a Bolívia" (Foto: Agência Boliviana de Notícias)

Brasília - Depois de definir reajustes nos preços dos combustíveis e o congelamento das tarifas de serviços básicos, o presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou ontem (29) o aumento de 20% no salário mínimo. Atualmente o mínimo boliviano é pouco menos de US$ 100 – ou 678 bolivianos. Aumento proporcional será concedido em 2011 aos policiais, militares, professores e profissionais de saúde.

"Já assinei o decreto de reajuste de 20% no salário mínimo nacional e também darei um aumento salarial para a polícia, as Forças Armadas e os profissionais da Saúde e da Educação”, disse o presidente.

O objetivo do reajuste nos salários, segundo Morales, é atenuar os efeitos da inflação que está em torno de 7% e 8%. Os dados são da Agência Boliviana de Informações (ABI). “Nós sempre dissemos: 'o aumento dos salários não pode ser inferior à taxa de inflação, que deve ficar entre 7% e 8%, mas pode aumentar um poucos mais'”, disse.

Morales também determinou o pagamento de uma espécie de bônus a 240 mil funcionários públicos em decorrência da elevação do custo de vida no país. No entanto, o presidente afirmou que ele, o vice-presidente da Bolívia, Alvaro Garcia Linera, os ministros e os vice-ministros não receberão o valor equivalente ao bônus.

No discurso, Morales afirmou que a decisão de reajustar os valores cobrados pelos combustíveis tem o objetivo de conter a ação dos contrabandistas e também de estimular a economia nacional. Mas vários segmentos privados advertem que pode haver aumento no preço dos grãos. A Bolívia importa gasolina e diesel.

Morales apelou para que os agricultores e os sindicatos bolivianos colaborem para o cumprimento das medidas. Há ainda ameaças de aumento de 30% a 50% das tarifas dos transportes públicos em decorrência da elevação dos preços dos combustíveis.

Fonte: Agência Brasil