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G20: Ativistas cobram estabilidade no emprego e distribuição da riqueza em Seul

por Redação da RBA publicado , última modificação 11/11/2010 13h11

São Paulo – Centenas de ativistas sul-coreanos e estrangeiros realizaram protestos nesta quinta-feira (11) em Seul, capital da Coreia do Sul, no início das reuniões da Cúpula do G20, grupo que engloba as principais economias do mundo. Houve confronto com a polícia, mas ninguém foi preso. Segundo a agência espanhola EFE, membros de organizações sindicais sul-coreanas e estudantes se uniram a ativistas vindos da Europa, Japão, Estados Unidos, África e América Latina para cobrar dos líderes mundiais que "o povo deixe de pagar pela crise".

Os manifestantes gritaram palavras de ordem, pediram estabilidade para os trabalhadores, justa distribuição de riqueza e o fim dos acordos de livre comércio da Coreia do Sul com a União Europeia e os EUA. No começo, a concentração se manteve nos limites da estação de Seul, relativamente longe do complexo do Coex, onde os chefes de Estado e de governo se reunirão a partir desta sexta-feira (12), após inaugurarem nesta quinta-feira a cúpula com um jantar de trabalho.

Vários ativistas, no entanto, conseguiram romper o cerco policial e se aproximaram da estação de Nampyeong, em uma caminhada que transcorreu sem incidentes. Ao final do protesto, centenas de policiais cercaram os manifestantes com ônibus e cercas móveis. A manifestação foi sufocada com jatos de água.

Durante a passeata ouviram-se palavras contrárias à cúpula, como "G20 criminoso e culpado pela pobreza", assim como contra o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, por supostamente não proteger a classe trabalhadora e apoiar projetos que prejudicam o meio ambiente.

Outras manifestações

Outros protestos ocorreram em Seul nos dias que antecedem a cúpula do G20. As manifestações levaram as autoridades coreanas a reforçar a segurança no local. Uma cerca de dois metros de altura foi instalada no local que reúne os líderes e uma operação de segurança foi iniciada.
Ativistas locais e estrangeiros pretendem realizar outra passeata no centro da capital coreana. Os organizadores esperam a presença de 10 mil pessoas na caminhada, que irá em direção ao Museu Nacional, local do jantar oficial de abertura do evento.

Entre as manifestações já ocorridas, uma mulher de meia idade tentou atear fogo em si mesma na entrada da sede da reunião, mas foi impedida pela polícia. O motivo do protesto não foi divulgado. Na quarta-feira, ativistas da Oxfam International protestaram com máscaras de líderes internacionais , incluindo o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. A organização pede que os países do G20 se preocupem em combater a pobreza no mundo. Na terça, integrantes do grupo ativista Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) protestaram contra o consumo de carne.