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França pode votar reforma na Previdência nesta sexta; sindicatos preparam mais dois dias de protestos

por Paula Laboissière, da Agência Brasil publicado 22/10/2010 11h08, última modificação 22/10/2010 11h10

Brasília - A França deve enfrentar pelo menos mais dois dias de protestos nacionais – 28 de outubro e 6 de novembro. Depois de mais de uma semana de manifestações, as datas foram convocadas por sindicatos locais contrários à reforma da Previdência, proposta pelo governo.

O projeto defendido pelo presidente Nicolas Sarkozy elevaria de 60 para 62 anos a idade mínima para aposentadoria e de 65 para 67 anos, no caso dos que não atingiram o tempo de contribuição exigido.

De acordo com a BBC Brasil, o Senado francês, sob pressão do governo, abreviou o debate e pode votar a reforma – já aprovada pela Câmara – nas próximas horas, possivelmente ainda nesta sexta (22).

Nesta quinta (21), foi registrada mais uma jornada de greves e protestos, com passeatas em cidades como Paris, Marselha, Toulouse e Bordeaux. Pela manhã, um grupo bloqueou o acesso ao aeroporto de Marselha, terceira maior cidade do país. O local foi liberado, pacificamente, algumas horas depois, com a chegada de tropas de choque da polícia.

Mesmo diante da onda de manifestações, o presidente francês afirmou que não vai voltar atrás e que a reforma precisa ser aprovada. O governo defende que a mudança é essencial para sustentar o sistema previdenciário do país, mas os sindicatos alegam que os trabalhadores mais pobres serão prejudicados.

As paralisações já afetaram os transportes urbanos, os aeroportos e os portos em todo o país, além do setor petrolífero.

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