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FAO: redução da fome depende da parceria políticas sociais e crescimento econômico

por Renata Giraldi, da Agência Brasil publicado , última modificação 14/10/2010 09h44

Brasília – Na América Latina cerca de 52,5 milhões de pessoas passam fome, alertou o Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Para especialistas, é necessário fortalecer a parceria dos programas de inclusão social com o desenvolvimento econômico para diminuir os números negativos na região. A conclusão está no relatório Visão Geral da Segurança Alimentar e Nutricional.

As informações são da Organização das Nações Unidas (ONU) e da FAO. Pelos dados, a América Latina apresenta recuperação, pois caiu o número de desnutridos entre 2009 e 2010. Nesse período, cerca de 600 mil pessoas deixaram de passar fome.

As discussões fazem parte de uma série de debates, em Roma, referentes ao Dia Mundial da Segurança Alimentar. A preocupação das autoridades é que a situação se agrave em meio aos reajustes dos preços internacionais dos alimentos.

O diretor de Política do escritório regional da FAO para a América Latina e o Caribe, Fernando Soto Baquero, afirmou que será possível observar o progresso a partir das propostas conjuntas de crescimento econômico associado à inclusão social.

As propostas para a redução no número de pessoas que passam fome na América Latina e no Caribe incluem a decisão de firmar parcerias para o desenvolvimento de focos específicos. Nessas áreas estão a produção de alimentos básicos pela agricultura familiar, o estímulo à eficiência da concorrência e à equidade dos mercados de alimentos.

Também há propostas para o desenvolvimento rural e a extensão de redes de proteção social. A ideia é investir em programas destinados a pequenos agricultores, melhorando o acesso à terra, à tecnologia adequada e aos serviços financeiros e mercados.

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