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Equador liberta três oficiais suspeitos de liderar manifestações contra o governo

por Agência Brasil publicado , última modificação 04/10/2010 11h57

Brasília - Três coronéis da Polícia Nacional do Equador foram libertados pelas autoridades equatorianas no sábado (2), em Quito. Os oficiais são acusados pelo governo de promover os atos do última quinta-feira (30) e ameaçar a vida do presidente equatoriano, Rafael Correa, durante a rebelião policial. As informações são da agência BBC Brasil.

O procurador público Marco Freire disse que a prisão dos três suspeitos foi preventiva e substituída por outras medidas de restrição, como o impedimento de sair do país e a obrigatoriedade de se apresentar à Justiça a cada 15 dias.

Os coronéis também são acusados de negligência por não terem evitado a rebelião policial. Freire afirmou que todos os responsáveis soferão sanções, de acordo com a lei.

Com a libertação, os três coronéis poderão voltar ao trabalho. Mas caberá à nova cúpula da Polícia Nacional definir se eles continuarão exercendo suas funções. O processo de "depuração" da polícia começou menos de 24 horas depois da rebelião. Na sexta-feira (1º), o diretor da instituição Freddy Martinez renunciou ao cargo. Mais cinco coronéis foram afastados.

"Sou inocente e meu trabalho continuará com a mesma dedicação", disse o coronel Júlio César Cueva, um dos acusados, ao deixar a Polícia Judicial na tarde do sábado. "Meus subalternos estão em processo de investigação", disse ele.

O ministro de Segurança e Interior, Miguel Carvajal, disse que a última etapa das investigações que devem apontar os responsáveis pela rebelião terá de ser feita pela própria polícia. "Terão de fazer um processo de autodepuração. Isso não foi só em Quito. Tivemos ação da polícia em todo o país", afirmou.

Correa avisou que "não haverá perdão nem esquecimento" ao se referir à rebelião que deixou oito mortos e mais de 200 feridos. Paralelamente o presidente pediu à população para que "respalde" a polícia, ao afirmar que a maioria dos insurgentes foi "usada" por "uma dúzia de maus elementos" para desestabilizar o país.

O presidente do Equador afirmou que a onda de manifestações era parte de um plano para gerar caos no país e desestabilizar seu governo, a ponto de provocar uma guerra civil. "Havia uma tentativa de desestabilização e de se iniciar uma guerra civil", afirmou Correa, durante uma reunião em Quito com os chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), na sexta-feira (1º).

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