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Fidel acusa Obama de cinismo por aceitar Nobel da Paz

por Helen Popper publicado 10/12/2009 11h48, última modificação 10/12/2009 11h51 © Thomson Reuters 2009. All rights reserved.

Havana - O ex-presidente cubano Fidel Castro criticou na quarta-feira (10) o presidente dos EUA, Barack Obama, por aceitar o Prêmio Nobel da Paz no momento em que determina o envio de mais soldados para a guerra do Afeganistão.

Há apenas dois meses, Fidel considerou como "uma medida positiva" a concessão do Nobel a Obama, uma decisão que surpreendeu muita gente no mundo, até mesmo na Casa Branca, diante dos modestos resultados da política externa dele no primeiro ano de mandato.

Uma fonte oficial dos EUA disse que, em seu discurso para receber o prêmio em Oslo, Obama dirá que a guerra do Afeganistão é parte de uma ampla busca pela paz.
Mas Fidel, que em geral escreve coisas positivas sobre Obama, foi mais crítico em um novo artigo publicado na imprensa estatal.

"Por que Obama aceitou o Prêmio Nobel da Paz quando já havia decidido lutar até o final na guerra do Afeganistão? Ele não era obrigado a cometer um gesto cínico", escreveu Fidel.

"O presidente dos Estados Unidos não diz uma palavra sobre as centenas de milhares de pessoas, inclusive crianças e idosos inocentes, que morreram no Iraque e no Afeganistão", disse ele, acrescentado que a atual política norte-americana é "a mesma de (George W.) Bush".

Fidel, de 83 anos, governou Cuba por quase meio século, até transferir definitivamente o poder no ano passado ao seu irmão Raúl. Atualmente, ele só é visto ocasionalmente em fotos e vídeos, e costuma se manifestar por meio de artigos na imprensa estatal.

A mudança climática tem sido um tema de destaque nesses artigos, e no texto de quarta-feira ele disse que os países ricos deveriam aceitar o "máximo sacrifício" como parte de um novo tratado climático global que está em sendo discutido em Copenhague.

Fonte: Reuters

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