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Presidente paraguaio demite cúpula das Forças Armadas após rumores de golpe

por Daniela Desantis publicado , última modificação 05/11/2009 11h19 © Thomson Reuters 2009. All rights reserved

É a terceira reformulação feita por Lugo na cúpula das Forças Armadas desde que ele assumiu o poder há um ano e meio (Foto: Presidência do Paraguai)

Assunção - O presidente paraguaio, Fernando Lugo, demitiu os três principais comandantes militares do país na quarta-feira (4), um dia depois de negar rumores de um possível golpe em meio às crescentes críticas ao seu governo.

Lugo demitiu os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, informou comunicado da assessoria de imprensa da Força Aérea do país. É a terceira reformulação feita por Lugo na cúpula das Forças Armadas desde que ele assumiu o poder há um ano e meio. O presidente não fez comentários sobre a decisão.

Ex-bispo da Igreja Católica, Lugo conquistou a Presidência no ano passado, pondo fim a mais de 60 anos de governo do conservador Partido Colorado.

A coalizão comandada por Lugo tem batalhado para promover uma agenda de reformas e enfrenta dura oposição de parlamentares do Colorado, que controlam o Congresso.

Líderes da oposição têm elevado as críticas a Lugo nos últimos dias. Eles o acusam de não conseguir reduzir o crime e pedem investigações sobre supostas vendas impróprias de terras, envolvendo um assessor presidencial.

Na terça-feira (3), Lugo negou a ameaça de um golpe militar em comentários a jornalistas, mas alertou sobre "um pequeno grupo de oficiais militares" que ele disse que estariam se aliando a seus inimigos políticos.

Segundo informações da imprensa paraguaia, a reformulação militar vem após Lugo supostamente ser informado que alguns oficiais de alta patente se reuniram com parlamentares da oposição durante o fim de semana.

Um dos países mais pobres da América do Sul, o Paraguai tem sofrido com períodos esporádicos de instabilidade política e várias tentativas de golpe desde a restauração da democracia em 1989, após 35 anos de ditadura militar comandada pelo general Alberto Stroessner.

Fonte: Reuters

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