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Ahmadinejad defende que Brasil seja membro permanente no Conselho de Segurança da ONU

por Renata Giraldi e Yara Aquino publicado , última modificação 23/11/2009 18h54

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o presidente da República Islâmica do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, no Itamaraty (Foto: Marcello Casal Jr/ABr)

Brasília - O presidente do Irã,  Mahmoud Ahmadinejad, defendeu nesta segunda-feira (23) que o Brasil seja integrado como membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o Brasil pleiteia tornar-se integrante do órgão. Segundo Ahmadinejad, a história recente mostra que o conselho fracassou em várias negociações, por isso necessita ser reformado.

“O Conselho de Segurança da ONU precisa passar por profundas mudanças. Nos últimos anos, o conselho fracassou [em várias negociações]”, afirmou o iraniano durante declaração conjunta, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Itamaraty. “O Conselho deve ser reformado. Apoiamos a candidatura de novos membros individuais. Apoiamos a presença do Brasil como membro permanente.” 

Em resposta, o presidente Lula disse que, pela posição que o Brasil sempre assumiu em defesa da paz mundial está capacitado para assumir-se como membro permanente do conselho. "Temos defendido ao longo dos últimos 15 anos a necessidade da mudança das Nações Unidas com a reforma profunda do conselho para que todos os continentes estejam representantes no órgão. E para que as decisões sejam tomadas com base em uma realidade contgemporânea", disse ele.

O presidente brasileiro lembra que a atual formação do conselho foi consolidada nos anos 40, quando o mundo tinha uma outra realidade. Segundo Lula, é necessário adequar o órgão ao mundo atual.     

Ahmadinejad disse, ainda, que outros organismos, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial também devem ser submetidos a mudanças nas suas estruturas. “O FMI e o Banco Mundial  deveriam tomar medidas mais com vistas à justiça e à visão igualitária das nações. A estrutura econômica [como um todo] deve ser mudada”, disse o presidente iraniano.

Sem citar o nome dos Estados Unidos nem especificamente o de outros países,  Ahmadinejad reclamou da pressão estrangeira para impor um modo de pensar e agir comum, sem considerar as diferenças culturais de cada região.

“As estruturas não deveriam ser impostas por um único modo [de agir e pensar]. O clima cultural deve formar-se com base no respeito e na igualdade”, afirmou Ahmadinejad.

O presidente iraniano cumpre uma agenda intensa política e econômica em Brasília. Houve atrasos nos horários marcados anteriormente, além da declaração conjunta. Na programação, houve, ainda, uma rápida entrevista coletiva, assinatura de atos, reuniões bilaterais e almoço.    

Fonte: Agência Brasil

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