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OEA afirma que só aceita volta de Zelaya ao poder

No início de abertura de negociações em Honduras, golpistas criam nome para novo acordo e tentam assumir comando das conversas
por Redação da RBA publicado , última modificação 07/10/2009 19h24
No início de abertura de negociações em Honduras, golpistas criam nome para novo acordo e tentam assumir comando das conversas

José Miguel Insulza considera que o fim do processo passa também pela reabertura de veículos de comunicação fechados por Micheletti (Foto: Valter Campanato. Agência Brasil)

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou nesta quarta-feira (7) que só aceita e defende o caminho da restituição do presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya.

Durante o primeiro dia de negociações entre golpistas e depostos, o chileno assinalou que apenas a institucionalidade democrática é aceita e será por um processo de diálogo com “propósito de superar a crise política na que se encontra o país desde 28 de junho”.

Antes da abertura das conversas, os golpistas utilizaram um expediente comum desde que chegaram ao poder para tentarem tomar o protagonismo da situação. Em rede de rádio e TV, o líder do regime, Roberto Micheletti, afirmou que estava chamando ao “Acordo de Guaymuras”, indicativo de que não aceita o Acordo de San José, intermediado pela Costa Rica e que prevê a volta de Zelaya ao poder.

"Considero o momento como oportuno para intensificar o caminho do diálogo nacional no Acordo Guaymuras. Meu governo convoca uma mesa de diálogo para abordar temas cruciais que já foram trabalhados no diálogo de San José, como o respeito aos poderes do Estado e a anistia", declarou Micheletti. 

Insulza, por outro lado, rechaçou qualquer ação depois do golpe de Estado e defendeu a restituição da normalidade democrática. O secretário-geral da OEA ressaltou que o diálogo deve correr rapidamente para evitar que os hondurenhos continuem pagando pelo ocorrido, com garantia das eleições marcadas para o fim de novembro.

Em entrevista coletiva, o presidente legítimo afirmou ter feito uma advertência aos negociadores: "Pedi à OEA que se mantenham firmes, e que de nenhuma maneira cedam a alguém que dá um golpe de Estado e é cúmplice de assassinatos".
Além da missão da OEA, que tem embaixadores de vários países, há três representantes de Zelaya, três de Micheletti e o  subsecretário de Estado dos Estados Unidos para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon.

Com informações da TeleSur.

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