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Golpistas de Honduras retiram ultimato ao Brasil

Agora, Roberto Micheletti afirma que Zelaya e seguidores podem ficar o quanto quiserem na embaixada brasileira em Tegucigalpa, desde que não façam campanha política
por Redação da RBA publicado , última modificação 01/10/2009 12h50
Agora, Roberto Micheletti afirma que Zelaya e seguidores podem ficar o quanto quiserem na embaixada brasileira em Tegucigalpa, desde que não façam campanha política

Anteriormente, o líder do regime golpista, Roberto Micheletti, havia exigido que o governo brasileiro definisse se iria conceder asilo ao governante legítimo ou se o entregaria às autoridades hondurenhas (Foto: Henry Romero/Reuters)

O governo golpista de Honduras recuou do “ultimato” que havia imposto ao Brasil para decidir o destino do presidente deposto Manuel Zelaya, refugiado na embaixada brasileira em Tegucigalpa desde que voltou do exílio, há mais de uma semana.

Anteriormente, o líder do regime golpista, Roberto Micheletti, havia exigido que o governo brasileiro definisse se iria conceder asilo ao governante legítimo ou se o entregaria às autoridades hondurenhas. Militares chegaram a cercar a embaixada do Brasil e os golpistas ameaçaram retirar a imunidade diplomática do edifício caso vencesse o prazo.

Agora, a versão de Micheletti é diferente da inicial: “Eles (Zelaya e seus seguidores) podem ficar lá o quanto quiserem. Tudo o que precisamos é que o Brasil garanta que sua missão não seja usada para campanha política."

Ao mesmo tempo, Micheletti sofre pressões da comunidade internacional e mesmo de setores conservadores locais para suspender o estado de sítio estabelecido no último fim de semana, que serviu como pretexto para, entre outras coisas, fechar emissoras de rádio e de TV que faziam oposição ao golpe. O líder do regime admite rever a medida também porque o Tribunal Superior Eleitoral hondurenho manifestou ser impossível a realização de eleições presidenciais em novembro, como previsto.

Sob protestos do Brasil e dos Estados Unidos, as ameaças de invasão à embaixada e a decretação do estado de sítio foram tidos como inaceitáveis pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Na quarta-feira (30), forças de repressão cercaram um prédio público ocupado por movimentos de resistência e prenderam 57 pessoas.

Olimpíadas

A crise em Honduras tirou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, do lobby brasileiro na campanha para que o Rio de Janeiros seja a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. No anúncio, a ser feito na sexta-feira (2) em Copenhague, o chanceler não estará presente ao lado do presidente Lula e de vários esportistas.

Uma fonte do Itamaraty afirmou à Reuters que Amorim está muito envolvido na questão hondurenha e não pode abandonar seus compromissos de mediação no caso. A mesma fonte afirma que, até o momento, o ministro não cogita viajar a Tegucigalpa.

Com informações da Reuters.

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