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Pedágios: Limeira está ilhada

Nossa cidade cercada por praças de pedágios de todos os lados
por Suzana Vier publicado , última modificação 21/06/2011 19h24
Nossa cidade cercada por praças de pedágios de todos os lados

Pedágio para Piracicaba: viajar está caro (Foto: João C. Figueiredo)

A taxa que se paga para transitar nas estradas que cercam Limeira é uma carga pesada: numa viagem de ida e volta a São Paulo se gasta R$ 35,20 de pedágio. Além de encarecer uma simples viagem de lazer, o tributo torna mais caro tudo o que vem de fora – produtos, bens, serviços. Há praças de pedágio por todo lado: Piracicaba, Araras, Rio Claro, Campinas e Engenheiro Coelho. Nem Cordeirópolis, que tem taxa de pedágio municipal, escapa. 

Existem 227 pontos de cobrança de pedágio no Estado de São Paulo. Sozinho, o Estado detém 50,5% dos pedágios do país. Francisco Pelucio, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo (Setcesp), diz que o pedágio é “caríssimo”. Quem sai de Ribeirão Preto com destino a São Paulo, por exemplo, desembolsa R$83,40 (ida e volta) e visita oito pedágios, em São Simão, Santa Rita do Passa Quatro, Pirassununga, Leme, Limeira, Sumaré, Itupeva e Caieiras.

Quanto mais distante é a cidade, mais caro se paga o trajeto. Isso torna os custos das transportadoras e dos caminhoneiros mais altos e traz como consequência imediata o aumento no preço dos produtos e – por que não? –, mais pobreza e desnutrição (pois encarece os alimentos). Segundo Pelucio, os pedágios paulistas “causam o impacto de 10% a 25% no custo do transporte”.

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