Você está aqui: Página Inicial / Jornais / Guia completo mostra infraestrutura e preparativos para Olimpíada de 2016, no Rio
Número 30, Janeiro 2016
Guia completo mostra infraestrutura e preparativos para Olimpíada de 2016, no Rio

Edição 30

Guia completo mostra infraestrutura e preparativos para Olimpíada de 2016, no Rio

Guia completo mostra infraestrutura e preparativos para Olimpíada de 2016, no Rio

Taxa de manutenção ambiental é suspensa neste verão na região do Igrejinha; Moradores de Nova Itariri esbravejam contra situação de calamidade das ruas do bairro

Barganhas e tramoias em Brasília

O fisiologismo da política brasileira alcançou seu ápice com a abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, protagonizado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, no dia 3 de dezembro.

A chantagem do peemedebista, que estava à beira de ser deposto da presidência da Casa, com o risco de perder o mandato e de ser preso por envolvimento nos escândalos de corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras – suas contas na Suíça podem ter recebido até R$ 50 milhões em propinas –, consagra o esvaziamento do sistema político brasileiro, degenerando cada vez mais o sentido da “coisa pública” (res publica).

Dilma está sendo acusada do crime de responsabilidade devido às “pedaladas fiscais”. A prática, realizada desde os governos FHC, consiste em atraso no repasse do Tesouro aos bancos públicos para pagamentos diversos de modo que o governo não fique sem recursos em caixa, podendo sinalizar aos mercados segurança para investimentos.

O momento fez emergir do ostracismo o segundo colocado nas eleições e o seu partido. Até novembro, o PSDB pretendia derrubar Cunha da presidência da Câmara, porque considerava “insuficientes” suas explicações sobre as contas na Suíça. Agora, Aécio Neves vem a público enaltecer a política do toma lá dá cá. “Apoio a proposta de impeachment. O Congresso não faz nada que não esteja em sintonia com a população”, disse.

Uma “guerra” foi deflagrada em dois eixos: manutenção do governo democraticamente eleito da presidenta Dilma Rousseff, na tentativa de recuperação da economia para evitar um quadro de recessão ainda mais devastador; ou salvamento do mandato do deputado Eduardo Cunha (denunciado no STF por corrupção), que privilegia deputados sanguessugas interessados em manter privilégios pessoais com o dinheiro público.

É imprevisível o resultado deste embate, mas é muito difícil imaginar que ambos voltem às suas atribuições constitucionais devidas com a presença do outro também no Poder. O que é certo, porém, é que caso avance o pedido de impeachment contra a presidenta Dilma, o país seguirá em paralisia no ano que vem, pois os esforços do governo se voltarão para a crise política. A instabilidade deve afastar os investidores, postergando soluções para a crise econômica. Tudo indica que navegaremos por águas ainda mais turvas em 2016.

Confira a edição completa em PDF:

 

Itariri_30_issuu by giovanni_giocondo