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Número 27, Setembro 2015
Fora do jogo: ex-prefeito Dinamérico está inelegível

Edição 27

Fora do jogo: ex-prefeito Dinamérico está inelegível

Fora do jogo: ex-prefeito Dinamérico está inelegível

E mais: Entenda o processo imigratório no Brasil; Líder do MTST critica especulação imobiliária; Jovens skatistas buscam espaço adequado e querem o respeito dos munícipes.

Congresso irresponsável sabotou o país no primeiro semestre

Depois de um primeiro semestre tumultuado no cenário político nacional, muitas conclusões acerca da incapacidade do governo federal em lidar com as crises (política e econômica) foram bradadas aos quatro cantos do país.

A composição de um ministério pouco harmonioso, que abriga lideranças ruralista, do mercado financeiro, de grupos fundamentalistas religiosos, era o prenúncio dos conflitos de interesses que a presidenta Dilma teria de administrar, sobretudo após seu apelo popular para se eleger no segundo turno da eleição, sem aventar uma caminhada ao lado desses setores.

A debilidade foi tamanha nessa primeira metade do ano, que o vice-presidente Michel Temer também ganhou espaço, tornando-se o articulador político na tentativa permanente de acalmar os ânimos acirrados presentes na Câmara e no Senado (ambos presididos por seus correligionários do PMDB). Este é o cerne da discussão: são desmedidas as críticas ao governo quando comparadas ao pouco que se fala sobre a sabotagem do Congresso Nacional fisiológico, que funciona na base da barganha e do clientelismo, misturando o público com o privado.

O deputado Eduardo Cunha e o senador Renan Calheiros, presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, decidiram como bem entenderam as pautas “importantes para o Brasil” que seriam votadas. É o caso do PLC 30/2015, que tramita no Senado e pode acabar com a CLT, possibilitando a terceirização de toda e qualquer atividade trabalhista.

É importante recordar que o Congresso Nacional é composto por vários parlamentares empresários e ruralistas; lá, quase não há mulheres, negros, indígenas ou jovens. Um contraste gritante com o que é a sociedade de fato. E é este modelo excludente que gira a engrenagem da corrupção, a inimiga nacional combatida aos domingos, uma vez que o modelo de financiamento das campanhas eleitorais permite doações milionárias de empresas, as patrocinadoras que depois cobram os juros do empréstimo.

Se o governo federal tem sido pouco hábil em gerir as crises, as duas Casas do Povo, até então, somente aprofundaram o momento delicado do país. Porém, dizem que é nessas horas que a criatividade aflora. Reinventar a nossa democracia representativa, de forma que ela amplie a participação popular direta, pode ser a maior vitória desses anos difíceis.

Confira a edição completa em PDF:

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