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Número 15, Janeiro 2016
Praças da cidade mantém tradição de encontros gastronômicos

Edição 15

Praças da cidade mantém tradição de encontros gastronômicos

Praças da cidade mantém tradição de encontros gastronômicos

Moradores se reinventam para driblar crise financeira; Agentes sanitários são dispensados em pleno auge da dengue

Barganhas e tramoias em Brasília

O fisiologismo da política brasileira alcançou seu ápice com a abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, protagonizado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, no dia 3 de dezembro.

A chantagem do peemedebista, que estava à beira de ser deposto da presidência da Casa, com o risco de perder o mandato e de ser preso por envolvimento nos escândalos de corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras – suas contas na Suíça podem ter recebido até R$ 50 milhões em propinas –, consagra o esvaziamento do sistema político brasileiro, degenerando cada vez mais o sentido da “coisa pública” (res publica).

Dilma está sendo acusada do crime de responsabilidade devido às “pedaladas fiscais”. A prática, realizada desde os governos FHC, consiste em atraso no repasse do Tesouro aos bancos públicos para pagamentos diversos de modo que o governo não fique sem recursos em caixa, podendo sinalizar aos mercados segurança para investimentos.

O momento fez emergir do ostracismo o segundo colocado nas eleições e o seu partido. Até novembro, o PSDB pretendia derrubar Cunha da presidência da Câmara, porque considerava “insuficientes” suas explicações sobre as contas na Suíça. Agora, Aécio Neves vem a público enaltecer a política do toma lá dá cá. “Apoio a proposta de impeachment. O Congresso não faz nada que não esteja em sintonia com a população”, disse.

Uma “guerra” foi deflagrada em dois eixos: manutenção do governo democraticamente eleito da presidenta Dilma Rousseff, na tentativa de recuperação da economia para evitar um quadro de recessão ainda mais devastador ou salvamento do mandato do deputado Eduardo Cunha (denunciado no STF por corrupção), que privilegia deputados sanguessugas interessados em manter privilégios pessoais com o dinheiro público.

É imprevisível o resultado deste embate, mas é muito difícil imaginar que ambos voltem às suas atribuições constitucionais devidas com a presença do outro também no Poder. O que é certo, porém, é que caso avance o pedido de impeachment contra a presidenta Dilma, o país seguirá em paralisia no ano que vem, pois os esforços do governo se voltarão para a crise política. A instabilidade deve afastar os investidores, postergando soluções para a crise econômica. Tudo indica que navegaremos por águas ainda mais turvas em 2016.

Confira a edição completa em PDF:

 

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