Segunda onda

Alemanha e França voltam a fechar restaurantes, bares e espaços públicos contra a covid-19

Novo “lockdown” é tentativa de conter segunda onda de casos do novo coronavírus, que volta a atingir a Europa. Brasil segue desatento

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Ruas vazias no bairro de Montmartre, em Paris: a França enfrenta aumento no número de casos de covid-19 e o governo decretou toque de recolher

São Paulo – Enquanto no Brasil governantes autorizam a reabertura de escolas, cinemas, teatros, parques, bares, restaurantes, a Europa volta a viver um novo fechamento de espaços públicos. Alemanha e França anunciaram hoje (28) a imposição de outro lockdown, ainda parcial. O objetivo é conter o aumento de casos de covid-19, diante da chamada segunda onda do novo coronavírus. 

Segundo reportagem do Opera Mundi, a partir de segunda-feira (2), regiões da Alemanha ficarão parcialmente confinadas. A chanceler alemã, Angela Merkel, afirma que o país está em situação muito séria. E que é necessário agir agora “para evitar uma emergência nacional de saúde aguda”.

A agência alemã Dpa informa que serão fechados locais de entretenimento além de restaurantes e bares por pelo menos um mês. Somente pedidos de entrega em domicílio e o formato take away (retirada de comida) devem funcionar normalmente. Escolas e creches continuarão abertas, assim como lojas de varejo e atacado. Porém não poderão receber mais do que um cliente por 10 metros quadrados.

A Alemanha, que no início da pandemia foi elogiada por manter taxa de infecção bem abaixo da de outros países, enfrenta agora alto crescimento na quantidade de contágios. Nessa terça-feira (27), o país registrou 11.409 novos casos na segunda onda, elevando o total para 449.275.

França bloqueada

O bloqueio no território francês terá início na sexta-feira (30) e deve permanecer assim até pelo menos 1º de dezembro. O presidente Emmanuel Macron avisou que os cidadãos só poderão sair por uma hora ao dia para compras de bens essenciais, ir ao médico e praticar exercícios. A maioria das escolas do país permanecerá aberta, mas as universidades voltarão às aulas no formato virtual. 

“O vírus circula na França a uma velocidade que nem mesmo as previsões mais pessimistas previam”, disse Macron. Para ele, a nova fase da pandemia será “mais dura e letal que a primeira”. Desde o início de outubro a França enfrenta o aumento no número de casos de covid-19 e o governo havia decretado toque de recolher em Paris e mais oito regiões do país. Levantamento da Universidade Johns Hopkins informa que a França soma 1.279.384 casos do novo coronavírus, com 35.820 mortes.