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Zelaya: general confessou que plano era me matar

Segundo presidente deposto de Honduras, Romeo Vásquez mudou de ideia na última hora, enviado o político para Costa Rica
por João Peres, da RBA publicado , última modificação 07/07/2009 13h53
Segundo presidente deposto de Honduras, Romeo Vásquez mudou de ideia na última hora, enviado o político para Costa Rica

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, tem encontro nesta terça com a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton (Foto: Agência Bolivariana de Notícias)

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, deveria ter sido morto pelos militares que comandaram o golpe de Estado. A informação foi dada pelo próprio Zelaya, que reproduziu as palavras do general Romeo Vásquez: “este grupo que lhe contesta queria que você fosse eliminado”.

O presidente acrescentou que há “uma elite muito voraz, com muito controle sobre o Congresso Nacional” e que foi encarregada de ordenar sua morte, assegurando que é o mesmo grupo que “manipula política e economicamente o país e se opõe a qualquer mudança que afete seus interesses”.

Zelaya foi seqüestrado há duas semanas e expulso do país pelas forças militares no mesmo dia em que se realizaria uma consulta para saber se o povo gostaria da convocação da Assembleia Nacional Constituinte. Enviado para a Costa Rica, ele já esteve então em vários países buscando apoio internacional, inclusive nos Estados Unidos.

Para Zelaya, “a cúpula das forças armadas me traiu. Invadiram minha casa, ameaçaram atirar. Este sequestro é brutal contra mim, sem nenhuma justificativa”.

No último domingo, o presidente tentou sem sucesso retornar ao país. Uma marcha organizada para receber o político foi reprimida a tiros, deixando ao menos dois mortos.

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