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Zelaya e interino aceitam mediação da Costa Rica em Honduras

Oscar Arias teria aceitado mediar a solução para a crise política no país criada a partir do golpe de 28 de junho passado
por Patrick Markey e Anahi Rama publicado , última modificação 07/07/2009 17h10 © 2009 Thomson Reuters. All rights reserved. Reuters c
Oscar Arias teria aceitado mediar a solução para a crise política no país criada a partir do golpe de 28 de junho passado

Manifestante com bandeira de Honduras na capital, Tegucigalpa (Foto:Edgard Garrido)

Tegucigalpa - O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, e o líder deposto, Manuel Zelaya, disseram nesta terça-feira (7) aceitar a mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, para tentar resolver a crise política no país após o golpe em 28 de junho.

"Ele (Arias) parece ser a pessoa certa, aceito por todos os presidentes", disse Zelaya a uma rádio hondurenha, após encontro com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em Washington. Zelaya afirmou que teria conversas com o governo interino de Honduras na Costa Rica nesta quinta-feira (9).

Mais cedo, o governo interino de Honduras havia aceitado a mediação de Arias.
"Aceitamos (Arias) como mediador, dado o alto perfil que tem o presidente da Costa Rica", disse Micheletti a rádio local em Tegucigalpa, em outro sinal de que ele estaria pronto para iniciar um diálogo diplomático para diminuir as tensões causadas pelo golpe no país.

Micheletti acrescentou que Arias, que recebeu o prêmio Nobel da Paz por tentar pôr fim à violência política da América Central nos anos 1980, disse a ele que a Costa Rica estaria disposta a atuar como anfitriã para conversas de mediação.

Micheletti foi apontado pelo congresso hondurenho horas após Zelaya, político de esquerda que assumiu a presidência em 2006 para um mandato até 2010, ter sido derrubado pelas tropas e enviado ao exílio após controvérsia sobre o mandato presidencial.

O golpe tem sido fortemente condenado pela comunidade internacional, incluindo a Organização dos Estados Americanos e a Assembleia Geral da ONU.

Fonte: Reuters

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