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Unesco condena assassinato de radialista em Honduras

Gabriel Fino Noriega, 42 anos, foi morto a tiros quando saía do trabalho; polícia acredita que não há relação entre crime e crise política enfrentada pelo país centro-americano.
por Rádio ONU publicado , última modificação 15/07/2009 15h36
Gabriel Fino Noriega, 42 anos, foi morto a tiros quando saía do trabalho; polícia acredita que não há relação entre crime e crise política enfrentada pelo país centro-americano.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) condenou nesta quarta-feira (15) o assassinato do radialista Gabriel Fino Noriega, de Honduras. Ele foi morto a tiros por homens não-identificados, em 3 de julho, quando saía da Rádio Estelar, na região de Atlântida, no norte de Honduras.

Direito

Para a Unesco, o crime aparenta não estar relacionado à crise política surgida com a deposição do presidente Manuel Zelaya no fim do mês passado. Gabriel Fino Noriega tinha 42 anos e trabalhava também como correspondente da Rádio América, de alcance nacional.

O diretor-geral da Unesco, Koïchiro Matsuura, afirmou que o uso da violência para silenciar jornalistas é um ataque intolerável ao direito fundamental à liberdade de expressão.

Tempos de Crise

Matsuura também afirmou que está muito preocupado com relatos de restrição ao trabalho da mídia e assédio a jornalistas em Honduras.

Segundo ele, em situações de crise é importante assegurar que os jornalistas possam trabalhar sem intimidações.

Mônica Villela Grayley e Laura Kwiatkowski.