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Renda extra de Itaipu vai para programas sociais paraguaios

Para Fernando Lugo, acordo assinado com o Brasil no fim de semana é um ganho para todas as partes
por João Peres, da RBA publicado , última modificação 27/07/2009 12h35
Para Fernando Lugo, acordo assinado com o Brasil no fim de semana é um ganho para todas as partes

Os presidentes Lula e Fernando Lugo durante o encontro em Assunção, Paraguai (Foto: Ricardo Stuckert. Presidência da República)

A possibilidade de vender energia no mercado livre brasileiro e o aumento em três vezes do montante pago geram expectativa positiva para o Paraguai. O país, segundo mais pobre da América do Sul, passará a receber US$ 360 milhões ao ano pelo que vende à Eletrobrás, contra US$ 120 milhões atuais.

Atualmente, o país consome apenas 5% do que tem direito pelo acordo binacional assinado na década de 70 e sofre com constantes apagões devido a problemas nas linhas de transmissão. Agora, será possível vender ao mercado livre brasileiro todo o excedente com um valor que pode chegar a US$ 65 por megawatt/hora, ou US$ 20 a mais para cada megawatt comercializado diretamente com a Eletrobrás.

Pelo acordo, cujos termos serão tornados públicos em 60 dias, os dois países ficam liberados a partir de 2023 para venderem seus excedentes de energia a outras nações. A proposta não era exatamente como esperava o Paraguai no início do atual governo, mas vem em um momento importante para o presidente Fernando Lugo, que enfrenta uma crise interna depois das acusações de que era pai de várias crianças – ele deixou a função de bispo católico para tornar-se político.

"Este não é um acordo no qual alguns perdem e outros ganham, aqui os dois países têm de ganhar para o bem de nossos povos e da região. Aqui ganhamos todos", disse Lugo no fim de semana. A renda adicional deve ser utilizada para combater os graves problemas sociais que enfrenta o país em programas para redução de pobreza, cuidados médicos e nutrição infantil.

Com informações da Reuters.

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