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Nobel da Paz denuncia plano de golpe na Guatemala

Riboberta Menchú afirma que primeira tentativa ocorreu em maio quando ocorreu o assassinato de um advogado
por João Peres, da RBA publicado 15/07/2009 17h11, última modificação 15/07/2009 17h14
Riboberta Menchú afirma que primeira tentativa ocorreu em maio quando ocorreu o assassinato de um advogado

Para Rigoberta Menchú, golpe na Guatemala não será gerado pelos militares (Foto: Radio Mundial de Venezuela. Arquivo)

Riboberta Menchú expressou que o golpe de Estado não será executado por militares, mas pelo “setor econômico que impõe suas normas e leis”. Segundo a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1992, a primeira tentativa ocorreu durante a crise gerada pela morte do advogado Rodrigo Rosenberg, em maio.

Ele deixou uma filmagem na qual acusa como responsáveis por sua morte o presidente Álvaro Colom e funcionários do governo.

Para a guatemalteca, ocorrerá em seu país o mesmo que se passou em Honduras, quando em 28 de junho o presidente constitucional Manuel Zelaya foi deposto pelas próprias forças políticas.

As declarações de Menchú fazem eco às dadas na semana passada pelo venezuelano Hugo Chávez e pelo boliviano Evo Morales. O governo de Colom afirmou que vai pedir aos líderes que forneçam mais informações sobre a tentativa de golpe.

Ao mesmo tempo, o hondurenho Manuel Zelaya chegou nesta quarta-feira (15) à Guatemala para se reunir com o colega guatemalteco.

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