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Argentina: vice-presidente pede mudanças no gabinete

Júlio Cobos tenta viabilizar-se como nome para disputa presidencial em 2011 depois de bom resultado nas eleições legislativas de domingo
por ANSA Latina publicado , última modificação 01/07/2009 17h27
Júlio Cobos tenta viabilizar-se como nome para disputa presidencial em 2011 depois de bom resultado nas eleições legislativas de domingo

BUENOS AIRES - O vice-presidente argentino, Julio Cobos, que faz oposição ao governo da presidente Cristina Kirchner, pediu nesta quarta (1º) "mudanças" no gabinete da mandatária após a derrota governista nas eleições para o Legislativo, realizadas no domingo.

"É uma boa oportunidade de renovar os ministros", disse o vice-presidente, que foi um dos grandes vencedores das eleições, já que a lista apoiada por ele em sua província natal, Mendoza, recebeu amplo apoio nas urnas.

Além de ter perdido nos redutos considerados estratégicos para as próximas eleições presidenciais, em 2011, cedendo espaço à oposição tanto no Senado como na Câmara dos Deputados, o governo teve uma baixa em seu gabinete no dia seguinte ao pleito, quando a ministra da Saúde, Graciela Ocaña, deixou o cargo.

O ministério de Ocaña tem sido destaque no cenário político argentino nas últimas semanas, sobretudo por conta do agravamento da epidemia do vírus A (H1N1), que já matou 37 pessoas no país e, antes disso, pela epidemia de dengue.

Em declarações a emissoras locais, Cobos afirmou que "foi conveniente da parte da presidente reconhecer que as eleições não foram boas para o governo". Na segunda-feira, Cristina admitiu a derrota nas urnas.

O vice-presidente considera que neste momento o governo tem "uma oportunidade muito boa" para chamar as outras lideranças políticas para avaliar medidas a serem tomadas no segundo semestre, que "será bastante complicado".

Cobos, que pertencia à União Cívica Radical (UCR), de oposição, deixou o partido e se aliou a Cristina Kirchner na campanha presidencial de 2007.

No ano passado, contudo, em meio a um impasse entre governo e setores agrários do país, Cobos se opôs a Cristina durante uma votação no Congresso. Desde então, o vice-presidente voltou a integrar a oposição.

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