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Anistia diz que Israel destruiu Gaza "cruelmente"

Relatório da Anistia Internacional afirma que cerca de 1.400 palestinos foram mortos na operação militar israelense, incluindo 300 crianças e centenas de civis inocentes
por Reuters publicado , última modificação 02/07/2009 11h07 © 2009 Thomson Reuters. All rights reserved
Relatório da Anistia Internacional afirma que cerca de 1.400 palestinos foram mortos na operação militar israelense, incluindo 300 crianças e centenas de civis inocentes

Jerusalém - A Anistia Internacional disse nesta quinta-feira (2) que Israel praticou a "destruição cruel" da Faixa de Gaza em ataques que frequentemente tinham como alvos civis palestinos, durante uma ofensiva em dezembro e janeiro contra a área controlada pelo grupo militante Hamas.

A entidade de defesa dos direitos humanos sediada em Londres também criticou, num relatório de 177 páginas sobre os 22 dias de conflito, o Hamas por lançar foguetes contra Israel, no que classificou de "crimes de guerra."

Entre outras conclusões, a Anistia afirma não ter encontrado evidências que apoiem as acusações israelenses de que os guerrilheiros em Gaza usaram civis como "escudos humanos". A entidade diz, no entanto, que há evidências de maus tratos contra civis palestinos por parte de soldados israelenses.

A Anistia Internacional disse que cerca de 1.400 palestinos foram mortos na operação militar israelense, incluindo 300 crianças e centenas de civis inocentes. Esse número está amplamente em linha com os divulgados pelo Ministério da Saúde em Gaza, controlado pelo Hamas e pela organização independente Centro Palestino pelos Direitos Humanos.

O Exército israelense afirma que 1.166 palestinos morreram, dos quais 295 eram civis. Treze israelenses foram mortos, incluindo três civis, durante a ofensiva lançada por Israel com o objetivo declarado de pôr fim ao lançamento de foguetes.

Ao acusar Israel de "violar as leis da guerra", a Anistia disse: "A maior parte da destruição foi cruel e deliberada, e foi promovida de maneira e em circunstâncias que não indicam que possa ser justificada do ponto de vista da necessidade militar."

Ao comentar sobre as acusações da Anistia, o Exército israelense disse que operou de acordo com a lei internacional. Os militares acrescentaram ainda que o documento ignora os "esforços feitos pelas forças israelenses de defesa para minimizar, o máximo possível, o sofrimento dos não-combatentes."
"Em muitos casos, as forças de defesa israelenses exerceram medidas de cautela, incluindo alertas à população civil antes dos ataques", disse o Exército. "As forças israelenses de defesa direcionaram seus ataques somente a alvos militares."
Já um porta-voz do Hamas disse que o relatório da Anistia não coloca ênfase o bastante em "crimes cometidos por Israel".

"Esse relatório iguala agressor e vítima e ignora as leis internacionais que garantem o direito à resistência contra a ocupação," disse o porta-voz.

 

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