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Morales admite que não é fácil romper com Estado colonial

Celebrando os 200 anos do início do processo de independência, presidente da Bolívia afirma que é complicado mudar a mentalidade deixada pelos governos anteriores
por João Peres, da RBA publicado , última modificação 25/05/2009 16h27
Celebrando os 200 anos do início do processo de independência, presidente da Bolívia afirma que é complicado mudar a mentalidade deixada pelos governos anteriores

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirma que a luta continua para libertar o país dos "distintos impérios" (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom. Agência Brasil)

Evo Morales garantiu que está decidido a mudar a história com a ajuda do povo, ainda que não seja fácil romper com o Estado colonial herdado desde a fundação da República e aprofundado por governos neoliberais.

“De fato, não se pode facilmente mudar essa mentalidade que nos deixaram os governos anteriores, a colônia, a república, e transformar isso custa. Mas decididos a mudar porque é possível mudar, está em nossas mãos mudar e, se mudamos até agora algo foi graças à força do povo, às forças sociais, trabalhadoras e originárias”, afirmou o presidente.

Ele fez questão de reiterar que está empenhado em garantir a unidade do país e pediu que seja responsável a resposta ao sacrifício de “tantos líderes que deram a vida por nós”. Para Morales, depois de tantos “levantamentos, finalmente nossos antepassados indígenas, mestiços e criollos consolidaram a independência” e a luta continua para libertar a Bolívia dos distintos impérios e do saqueio permanente dos recursos naturais.

Ao abrir as comemorações do início do processo de independência do país, o presidente disse que não houve descobrimento da América, mas um assalto, e que não houve colonização, mas invasão.

Com informações da Agência Boliviana de Informação.

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