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Rio 2016

'O que vale é a luta', diz Dilma durante acendimento da Chama Olímpica

Apesar da instabilidade política, presidenta afirmou que o país saberá acolher com hospitalidade atletas e visitantes que virão ao Brasil para participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos
por Redação RBA publicado 03/05/2016 11h18, última modificação 03/05/2016 12h22
Apesar da instabilidade política, presidenta afirmou que o país saberá acolher com hospitalidade atletas e visitantes que virão ao Brasil para participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos
Tony Winston/Agência Brasília
Tocha

A tocha olímpica seguirá por 330 municípios até chegar ao Rio de Janeiro para a abertura dos Jogos

São Paulo – Em cerimônia que marca o início do revezamento da Tocha Olímpica pelo Brasil, realizada hoje (3) no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff ressaltou a garra do povo brasileiro e, citando o nadador e medalhista olímpico Thiago Pereira, destacou que "o que vale é a luta, e nós sabemos lutar". "Podemos ter o orgulho de juntos estar oferecendo a melhor Olimpíada da história, sendo quem somos, e mostrar ao mundo o nosso valor, dentro e fora das arenas", afirmou a presidenta, frisando que o país é exemplo para a humanidade na capacidade de culturas diferentes conviverem de forma respeitosa. Ela destacou também que o fogo olímpico é simbolo de paz, amizade e união.

Durante o revezamento, a tocha olímpica deverá percorrer 330 municípios, de todos os estados, até chegar ao Rio de Janeiro para a cerimônia de abertura dos Jogos, em 5 de agosto. Dilma afirmou que o país está pronto para realizar uma bem sucedida olimpíada, destacando que todas as instalações e arenas estão praticamente prontas, e que todos os 39 eventos-testes realizados até o momento foram exitosos.

A presidenta afirmou que o país também está preparado para receber atletas, turistas, imprensa e chefes de estados de todas as partes do mundo e que a segurança dos visitantes, repetindo o sucesso durante a Copa do Mundo, ficará a cargo de um comando único, integrando forças policiais nacionais e estaduais, juntamente com as Forças Armadas.

Como legado dos Jogos Olímpicos, a presidenta destacou conjunto de obras de mobilidade urbana realizados na cidade do Rio, que vai beneficiar turistas e a população local, além dos equipamentos esportivos, que ficarão disponíveis para a formação de atletas profissionais. Dilma ressaltou que, apesar de atravessar "período verdadeiramente crítico da história da democracia" no país, a Brasil saberá superar o momento de instabilidade para receber com hospitalidade atletas e visitantes estrangeiros.

"Tenho certeza que um país cujo o povo sabe lutar pelos seus direitos e que preza e sabe proteger a sua democracia é um país onde as Olimpíadas terão o maior sucesso", afirmou. "Deixemos que esta chama guie toda a humanidade, todos os países que vierem ao Brasil participar [dos Jogos] e mais uma vez celebrar a paz entre as nações."

Ao lado do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, a presidenta acendeu a tocha olímpica e a entregou à jogadora de vôlei Fabiana Claudino, que deu início ao revezamento. Também participaram o ministro do Esporte, Ricardo Leyser, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, o governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles, e o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons.