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Obras para a Copa de 2014 estão "em dia", afirma ministro do Esporte

por Redação da RBA publicado , última modificação 01/03/2012 00h00

São Paulo – Para o ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB), as obras para a Copa de 2014 estão em dia. Apenas o estádio do Internacional de Porto Alegre (RS) causa preocupação. “Todos, com exceção do Rio Grande do Sul, estão com as obras em dia, com o cronograma em dia, um deles até um pouco adiantado, como é o caso do [estádio] Castelão, no Ceará”, disse.

Sobre o Beira-Rio, o estádio do Inter, o ministro mencionou que existe uma divergência entre os conselheiros do clube para a construção da arena, mas, segundo ele, caso esse problema não seja solucionado há uma alternativa sendo estudada. “De qualquer maneira, em Porto Alegre há outro estádio sendo construído, que é o estádio do Grêmio. Então creio que não haverá problema também no Rio Grande do Sul.”

Otimista, Rebelo afirmou que se o Brasil precisasse fazer a Copa do Mundo daqui a dois meses ela se realizaria. "Não nas mesmas condições ou no mesmo conforto que faremos daqui a três anos, mas nós a faríamos.”

Durante encontro em São Paulo, nesta segunda-feira (5), Aldo anunciou parceria entre o governo federal e a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) para a fiscalização e acompanhamento das obras para a Copa do Mundo. Os termos do documento serão elaborados pelo ministério.

“Vamos contar com a capacidade técnica das entidades de engenharia do país para aprimorar esse acompanhamento. E um grande seminário, no próximo ano, discutirá a importância da Copa e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos para a engenharia nacional e para o desenvolvimento do país”, disse o ministro.

A previsão é de que o seminário seja realizado no início de 2012, quando também será assinado o termo de cooperação, que envolverá as obras nos estádios, em portos e aeroportos e a área de mobilidade urbana. “Nossa preocupação é ajudar para que o país receba o legado com os investimentos importantes, públicos, que estão sendo feitos na Copa”, afirmou o presidente da FNE, Murilo Celso Pinheiro.

Questionado sobre disparidades nos orçamentos e nos valores atuais das obras, o ministro considerou o aumento natural por terem se passado três anos de apresentação das previsões. “Quando se faz um orçamento e vai executar aquilo que se orçou há três anos, percebe-se o impacto das mudanças na economia, dos preços (das matérias-primas), do preço da mão de obra.”

Apesar disso, Rebelo ressaltou que é preciso reforçar a fiscalização sobre os orçamentos para evitar distorções. “O que tem que ser feito é que esses orçamentos sejam elaborados, discutidos e deliberados com o máximo de controle público e dos órgãos de Estado encarregados dessa função”, enfatizou.

Com informações do Ministério do Esporte e da Agência Brasil

 

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