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Secretário-geral da Fifa reclama que Brasil pede muito

por Redação da RBA publicado 16/01/2012 18h05, última modificação 16/01/2012 18h24

Jérôme Valcke reiterou a necessidade da rápida aprovação da Lei Geral da Copa (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

São Paulo – O secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, criticou nesta segunda-feira (16) as autoridades brasileiras, alegando que as exigência feitas à entidade são excessivas. Ele participou de reunião em Brasília com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e com o ex-jogador Ronaldo, conselheiro do Comitê Organizador Local da Copa (COL).

Mesmo negando qualquer crise entre o país e a Fifa, Valcke não deixou de alfinetar o governo. "Só porque vocês ganharam cinco Copas do Mundo, vocês acham que podem pedir, pedir e pedir", disse o secretário-geral a jornalistas. Procurado, o COL não quis dar mais detalhes sobre as reclamações dirigidas ao governo brasileiro.

Uma das principais polêmicas que causou atrito entre as parte se refere a questão relacionada ao preço dos ingressos. "Já ouvi coisas malucas quanto aos ingressos da Copa. Para ser educado, há um mal-entendido entre Fifa e políticos de que teríamos reunião na quinta com representantes no Rio e poderia ter o Romário (o ex-jogador e deputado federal Romário, do PSB-RJ). Nessa reunião, vamos preparar um documento que vai explicar claramente todos os grupos e direitos com relação à categoria de ingressos”, comentou Valcke.

Ele ainda reiterou com uma ironia a necessidade da rápida aprovação da Lei Geral da Copa (Projeto de Lei 2.330/2011). "Estamos muito perto de fazer a lei nascer. Os nove meses acabaram, temos que fazer esse bebê sair", disse. Mesmo assim, afirmou que a Copa não se resume apenas à aprovação do projeto, “ é estádio, aeroportos, hotéis".

Ronaldo fez questão de exaltar a importância da parceria do governo brasileiro com o Comitê Organizador da Fifa. “O Comitê, a Fifa e o governo federal estão absolutamente unidos. Vamos mostrar que, além de sermos bons de bola, somos bons organizadores e faremos a melhor Copa do Mundo de todos os tempos”, afirmou.

Além do preço do ingresso, a possibilidade ou não de venda de bebidas alcoólicas nos estádios que receberão os jogos também dificultou as negociações para se votar a Lei Geral em 2011. De acordo com o ministro do Esporte, essa questão será resolvida em breve, e a matéria deverá então ser apreciada pelos parlamentares.

Com informações da Reuters