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Trajano estreia programa na TVT e Rádio Brasil Atual

José Trajano estreou hoje (18) o seu programa Papo com Zé Trajano. Durante 15 minutos, o jornalista abordou temas polêmicos como o gol de mão do Jô, no fim de semana, e a ocupação do MTST no ABC
por Redação RBA publicado 18/09/2017 19h54
José Trajano estreou hoje (18) o seu programa Papo com Zé Trajano. Durante 15 minutos, o jornalista abordou temas polêmicos como o gol de mão do Jô, no fim de semana, e a ocupação do MTST no ABC
reprodução/tvt
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Trajano retomou assuntos do fim de semana, como a ocupação do MTST em São Bernardo do Campo

São Paulo – O jornalista José Trajano estreou hoje (18) o seu novo programa Papo com Zé Trajano, transmitido simultaneamente na TVT e na Rádio Brasil Atual. Na pauta, futebol, cultura e política, que entram no ar de segunda a sexta-feira às 18h45, antes da exibição do diário de notícias da emissora, Seu Jornal. “Estou muito orgulhoso desse convite e vou tentar corresponder, apesar de ser um pouco veterano nesta história”, disse.

Trajano, que carrega mais de 50 anos de experiência em sua profissão, começou o seu bate-papo com os espectadores ao trazer algumas efemérides do dia. “Tem muita coisa para falarmos hoje (…) começo com uma curiosidade. Quem se chama Trajano, são ‘Trajanos’ por conta do imperador de Roma Trajano, que nasceu na Espanha no ano 53 antes de Cristo”, disse sobre o antigo imperador que nascera em um dia 18 de setembro.

Na sequência, o jornalista recordou os 63 anos da primeira transmissão de televisão do Brasil, na extinta TV Tupi, comandada pela empresa Diários Associados, do jornalista, político e diplomata Assis Chateaubriand. Ainda na linha das efemérides, Trajano entrou no tema que mais domina, o futebol, em especial, falando sobre seu time de coração, o America. “Time que torço desde criança (…) vocês não sabem da minha história, o que tem de America na minha casa… Fui criado no bairro da Tijuca (Rio de Janeiro), ao lado do America, que faz 113 anos hoje”, disse.

O jornalista prosseguiu em sua pauta e abordou o tema mais comentado na seara do esporte brasileiro do fim de semana: o gol de mão do atacante Jô, em vitória do Corinthians por um a zero contra o Vasco, no domingo. “Essa discussão é polêmica. Tem em jogo a ética. O Jô perdeu a oportunidade de entrar para a história como o jogador que pudesse quebrar um certo cinismo do futebol (…). A polêmica está lançada, mas ele fala que é atleta de Cristo, coisa que não entendo muito bem”, opinou.

Trajano mudou, então, de tema: do futebol para política e sociedade. “Mais de 700 índios ocuparam o Pico do Jaraguá (São Paulo), que é o local deles, e ameaçaram colocar fogo nos transmissores. Eles exigiram a presença de representantes do governo do estado e exigiram que aquela região não seja privatizada, pois é solo deles. Apareceram alguns secretários e prometeram não privatizar. Foi uma vitória dos índios guarani. Foi uma atitude de força”, resumiu.

O festival Rock in Rio, que teve início neste fim de semana, também foi assunto para o jornalista. “O que teve de Fora Temer foi uma grandeza. De um modo geral, quem subia ao palco era Fora Temer com apoio geral. Agora, a cantora Alicia Keys, que eu não conhecia, chamou a indígena Sônia Guajajara que foi muito aplaudida e foi um momento muito emocionante”, disse.

Por fim, o jornalista se mostrou preocupado com a integridade dos trabalhadores organizados do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), que ocupam um terreno em São Bernardo do Campo, com mais de 6.500 famílias. “É importante ficar de olho, porque essas famílias podem sofrer violência como aconteceu no Pinheirinho, em São José dos Campos, alguns anos atrás, por parte da Polícia Militar do senhor governador Geraldo Alckmin (PSDB)”, disse.

Assista à íntegra: