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Festival de cinema leva a São Paulo filmes feitos por índios brasileiros

Segunda edição da bienal Aldeia SP reúne 53 filmes produzidos nos últimos seis anos; programação vai até o dia 12 no Circuito SPcine, nos CEUs e no Centro Cultural São Paulo
por Bruno Bocchini, da Agência Brasil publicado 08/10/2016 11h11, última modificação 10/10/2016 12h52
Segunda edição da bienal Aldeia SP reúne 53 filmes produzidos nos últimos seis anos; programação vai até o dia 12 no Circuito SPcine, nos CEUs e no Centro Cultural São Paulo
divulgação
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Cena de 'A História da Cutia e do Macaco (Mato Grosso/São Paulo, Kawaiwete, 2011)

São Paulo – A segunda edição da Aldeia SP – Bienal de Cinema Indígena – teve início ontem (7) na capital paulista. O festival traz 53 filmes da cinematografia produzida exclusivamente por índios brasileiros nos últimos seis anos. O olhar e a narrativa dos diretores indígenas estarão até o dia 12 nas salas do Circuito SPcine de Cinema, nas unidades dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) da Prefeitura de São Paulo e no Centro Cultural São Paulo (CCSP).

“Os filmes têm um olhar próprio, que já é percebido como um olhar indígena, assim também como uma narrativa. Não é uma mostra etnográfica, é um festival de cinema, mas tem muita diversidade cultural”, disse Airton Krenak, idealizador da bienal.

A organização do evento trará dez dos diretores para São Paulo. Entre eles, Alberto Álvares (Guarani Nhandeva, Mato Grosso do Sul), Alexandre Pankararu (Pankararu, Pernambuco), Carlos Papá (Guarani, São Paulo), Cristiane Takuá (Takuá, São Paulo), Jerá Giselda (Guarani Mbya, São Paulo) e Morzaniel Iramari Yanomami (Yanomami, Roraima/Amazonas).

“Se em 2014, quando ocorreu a primeira edição, a maior parte das produções era da Amazônia, agora a gente tem também o Nordeste muito bem representado, assim como o Sul e o Sudeste do Brasil. Temos filmes até das Missões na Argentina”, disse Krenak.

O idealizador ainda frisou o papel de destaque das mulheres indígenas no festival, autoras da maioria dos filmes. “Dois terços da produção de audiovisual que está nessa mostra têm realizadoras mulheres à frente. Quando não estão dirigindo, estão narrando”.

Apenas das etnias indígenas do Rio Negro, no noroeste amazônico, serão exibidos 11 filmes, com predominância de produções dirigidas por mulheres, como Baniwa Elisangela Fontes Olímpio, que traz o documentário Nora Malcriada, e Tukana Larissa Ye’padiho Mota Duarte, que apresentará o filme autobiográfico Wehsé Darasé – Trabalho da Roça. Tariana Maria Claudia Dias Campos exibirá As Manivas de Basebó – Histórias e Tradições, e Tukana Maria Cidilene Basílio, em parceria com a Baré Alcilane Melgueiro Brazão, apresentará Não Gosta de Fazer mas Gosta de Comer.

A programação completa do festival pode ser encontrada aqui.

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