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Revista destaca como a política de cotas criou oportunidades antes inimagináveis

Edição mostra ainda semelhanças, e diferenças, entre o ambiente golpista de 1964 e a pregação neoliberal contemporânea que une setores dos empresários e mídia; e os desafios da economia
por Redação da RBA publicado , última modificação 21/03/2013 11h45
Edição mostra ainda semelhanças, e diferenças, entre o ambiente golpista de 1964 e a pregação neoliberal contemporânea que une setores dos empresários e mídia; e os desafios da economia

Ícaro, médico em Salvador: é preciso reconhecer os avanços alcançados, e também que a educação ainda tem muito a melhorar (Foto: Lúcia Correia Lima/RBA)

São Paulo – A reportagem de capa da Revista do Brasil mostra o impacto da política de cotas na vida de estudantes negros, índios, pobres e com origem nas escolas públicas, criando oportunidades que podem mudar o futuro das novas gerações. Cida de Oliveira relata experiências de pessoas que, de outra maneira, não teriam acesso a universidades gratuitas e de qualidade e pesquisas de opinião revelam como o êxito da política, que sofreu forte oposição de setores conservadores e de grande parte da imprensa, fez muita gente mudar de opinião e apoiar a iniciativa.

Vitor Nuzzi traz a análise de economistas a respeito dos novos desafios para o crescimento da economia brasileira – que conseguiu melhorar o emprego e a renda mas precisa agora ampliar os investimentos, públicos e privados, para deslanchar.

Em entrevista exclusiva a Maurício Thuswohl, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, principal canal de interlocução entre governo e movimentos sociais, avalia seus dez anos de atuação nos bastidores do Planalto desde 2003.

O especialista em comunicação social Laurindo Lalo Leal Filho observa as semelhanças do Instituto Millenium com as práticas de empresários e setores da mídia que derrubaram o governo de João Goulart, em 1964, a atuação junto a estudantes de comunicação para difundir sua “cartilha” e as dificuldades desses setores em articular a oposição ao governo federal. Mauro Santayana lembra, a propósito, a história golpista do Instituto Brasileiro de Ação Democrática, um dos organismos de sabotagem do regime demcrático pré-golpe militar de 1964. Em outro artigo, Santayna analisa a hostilidade da sociedade capitalista em relação aos direitos da mulheres.

O editor Paulo Donizetti de Souza relata suas impressões de uma viagem ao estado norte-americano do Mississippi, palco de lutas históricas pelos direitos civis e onde hoje movimentos sociais se unem em solidariedade aos trabalhadores da Nissan. O repórter Tadeu Breda explica a vitória do presidente Rafael Correa, reeleito com folga para mais quatro anos de mandato no Equador, nos quais espera consolidar a sua revolução cidadã. E Celso Maldos descreve a experiência de um projeto para o cinema junto às crianças do Nepal.

A repórter Gisele Brito narra como é o cotidiano de um grupo de mães de São Paulo, o Mães de Maio, e sua luta pela elucidação das mortes de seus filhos por agentes que deveriam atuar a serviço da segurança pública do estado. Xandra Stefanel registra os movimentos da campanha mundial One Billion Rising (Um bilhão que se Erguem), em reação à violência contra as mulheres. E traz em sua coluna “Curta essa Dica”, entre outras, um curioso programa de games que une diversão a clássicos da literatura brasileira e mundial.

A historiadora Eloísa Aragão traz um perfil do artista plástico, pacifista e ambientalista Frans Kracberg, nascido na Polônia e radicado no Brasil. E o cronista Mouzar Benedito conta mais um “causo” de como as crianças de sua geração agiam para melhorar as condições da escola.