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Seminário debate diversidade cultural em Belo Horizonte

Evento organizado pelo Ministério da Cultura debate convenção Unesco sobre o tema e busca instrumentos para promover diálogos entre culturas
por Xandra Stefanel, Revista do Brasil publicado , última modificação 03/06/2009 15h58
Evento organizado pelo Ministério da Cultura debate convenção Unesco sobre o tema e busca instrumentos para promover diálogos entre culturas

O Seminário Diversidade Cultural – Entendendo a Convenção teve início na manhã desta quarta-feira (3), em Belo Horizonte. O objetivo do evento é debater convenção da agência da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em vigor desde março de 2007.

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, realiza o seminário em parceria com o Observatório da Diversidade Cultural e da Representação da Unesco no Brasil.

A Convenção
A Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais foi criada em 1997 e vigora em outros 43 países. Sua função é “criar condições para que culturas floresçam e interajam livremente em benefício mútuo”, além de “encorajar o diálogo entre as culturas afim de assegurar intercâmbios culturais mais amplos e equilibrados no mundo em favor do respeito intercultural e de uma cultura da paz”. O fomento à construção de pontes entre os povos e que promovam o respeito e a proteção pela diversidade das expressões culturais também são os objetivos da iniciativa.

A abertura do seminário contou com participação de Américo Córdula, secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, com Paulo Brant, secretário de Cultura de Minas Gerais, Thaís Pimentel, presidente da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte e com a coordenadora de Cultura da Unesco-Brasil, Jurema Machado.

Para o secretário de Cultura de Minas, debater a Convenção e divulgá-la é de suma importância. “A diversidade cultural é fundamental e deve ser protegida porque a liberação do mercado em decorrência da globalização ameaça esmagar as manifestações locais que estão no âmago do processo de desenvolvimento sociais”, afirma Paulo Brant.

Na primeira mesa de debate foi apresentado o histórico da Convenção, seus princípios e sua importância para a promoção e proteção da diversidade. Américo Córdula explicou a importância da Convenção para o mundo. “É muito importante, principalmente neste momento de crise, refletirmos sobre uma mudança de paradigma e de comportamento para que os países trabalhem num intercâmbio cultural de maneira mais colaborativa.”

No meio da tarde, haverá a segunda mesa, cujo tema é “Proteger e Promover a Diversidade das Expressões Culturais”, seguida do lançamento do livro Diversidade Cultural e Livre Comércio: Antagonismo ou Oportunidade, de Vera Cíntia Alvarez. Amanhã, haverá debate sobre Diversidade Cultural e Desenvolvimento e à tarde sobre Diversidade Cultural e Sociedade Civil.

A reportagem viaja a convite do Ministério da Cultura

 

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