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Contra Bolsonaro

Pela defesa da educação pública, Alexandre Schneider afirma voto em Haddad

Secretário municipal da Educação de São Paulo ponderou diferenças com o PT por avaliar que propostas de Bolsonaro para o setor impedem o desenvolvimento do ensino de qualidade no Brasil
Publicado por Redação RBA
17:00
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Facebook/Reprodução
Alexandre Schneider

“Não posso votar em uma candidatura que vem demonstrando desapreço pelos mais básicos princípios democráticos”, diz secretário

São Paulo – Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, o atual secretário municipal da Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, declarou neste sábado (27) apoio à eleição do candidato Fernando Haddad (PT). Em sua página no Facebook, Schneider justificou sua escolha no petista pela sua “militância na educação pública” que, segundo o secretário, levam-no a defender o setor e os educadores contra as ameaças colocadas pelo candidato adversário, Jair Bolsonaro (PSL).

“A defesa da revisão da Base Nacional Comum, do ensino básico à distância, da escola sem partido, de um currículo que volte ao que foi prescrito na época da ditadura e tantas outras coisas que vem sido expressamente colocadas pelo candidato (Bolsonaro) e seus colaboradores, não pode contar com o apoio de educadores”, registrou Schneider.

Em seu depoimento, o secretário, que já ocupou ao longo dos anos diversas funções administrativas públicas, entre elas, a chefia do gabinete das secretarias dos Transportes e Segurança Pública durante a gestão de Mario Covas (PSDB) no estado de São Paulo (1995-2001), afirmou que aprendeu com o ex-governador tucano a importância da escolha democrática quando, mesmo a contragosto dos seus apoiadores, defendeu a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições de 1989.

“Isso posto, é preciso escolher. Não gosto de deixar que os outros escolham por mim. E não posso votar em uma candidatura que vem seguidas vezes demonstrando desapreço pelos mais básicos princípios democráticos”, argumentou o secretário, pedindo à sociedade que não “normalize” as ameaças de Bolsonaro contra o atual regime democrático.