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Força e UGT respeitam resultado eleitoral, mas cobram garantia de direitos

Dirigente diz esperar 'que o compromisso do futuro presidente com a normalidade democrática seja verdadeiro'
Publicado por Redação RBA
18:21
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J.Batista/Agência Câmara
reformas

Aprovação da ‘reforma’ trabalhista na Câmara: centrais dizem esperar que mudanças não subtraiam mais direitos

São Paulo – A Força Sindical e a UGT também se manifestaram sobre a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), no sentido de respeitar o resultado das urnas, mas de ao mesmo tempo cobrar respeito à democracia e aos direitos sociais. A CUT emitiu nota sobre o resultado ainda ontem (28) à noite.

Em nota, a direção da Força, que se reuniu na manhã de hoje (29), em São Paulo, disse esperar que o eleito “possa recolocar o País no rumo do desenvolvimento, do respeito aos direitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores, aos direitos individuais e à imprensa livre passando a falar para todos os brasileiros, e não somente para o seu eleitorado, posição esta que deve ser, também, das forças de oposição”.

A central afirma que cumprirá seu papel “histórico e institucional”, de representar os trabalhador por emprego, aposentadoria justa, crescimento e em defesa do patrimônio nacional. “Reafirmamos a necessidade da unidade de ação das centrais sindicais, buscando fortalecer o diálogo com as forças institucionais constituídas na construção de um País mais justo e igualitário”, afirma a nota, assinada pelo presidente, Miguel Torres, e pelo secretário-geral da entidade, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

Também em nota, o presidente da UGT, Ricardo Patah, disse reconhecer a legitimidade da eleição. Ele afirmou esperar “que o compromisso do futuro presidente com a normalidade democrática seja verdadeiro”.

“Estamos abertos ao diálogo, mas cobraremos reformas que tragam desenvolvimento econômico, melhorem os serviços públicos, combatam o desemprego e a desigualdade”, diz ainda Patah, para quem as falhas no sistema de segurança pública, que resultam em um “desesperador estado de violência” no país, é um dos desafios de Bolsonaro.  

“A UGT também cobrará do Congresso, que é a instituição que representa o povo, e está bastante renovado, as mudanças necessárias à nossa sociedade”, acrescenta, dizendo esperar que “as reformas não tirem mais direitos dos trabalhadores”. Ele também cobrou compromissos dos 27 governadores eleitos.