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‘Folha’ pede investigação sobre ameaças de apoiadores de Bolsonaro a jornalistas

Ataques começaram após a publicação da reportagem que denunciava um esquema de caixa 2, financiado por empresários, para promover envio em massa de mensagens via WhatsApp contra o PT

Suamy Beydoun/Agif/Folhapress
Apoiadores de Bolsonaro

De acordo com a Folha, há indícios de uma ação orquestrada com tentativa de constranger a liberdade de imprensa

São Paulo – O jornal Folha de S.Paulo entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (23), solicitando à Polícia Federal (PF) que instaure inquérito para apurar ameaças contra uma jornalista e um diretor do veículo. Os ataques foram feitos por apoiadores do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), e começaram após a publicação da reportagem que denunciava uma campanha empresarial de caixa 2 contra o PT e seu candidato, Fernando Haddad, para envio de mensagens pelo WhatsApp. 

De acordo com a Folha, há indícios de uma ação orquestrada com tentativa de constranger a liberdade de imprensa.​ A autora da reportagem, Patrícia Campos Mello, por exemplo, recebeu centenas de mensagens ofensivas nas redes sociais e por e-mail. Ela também recebeu duas ligações telefônicas de número desconhecido nas quais uma voz masculina a ameaçou.

Entre a última sexta-feira (19) e ontem, um dos números de WhatsApp do jornal recebeu cerca de 220 mil mensagens de 50 mil contas do aplicativo. 

O diretor-executivo do Datafolha, Mauro Paulino, também foi alvo de ameaças, nas redes sociais e em sua casa. Além disso, dois outros jornalistas do veículo que colaboraram com a reportagem, Wálter Nunes e Joana Cunha, foram alvo de notícia falsa.

À Folha, Emmanuel Colombié, diretor do escritório da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) na América Latina, afirmou que “os ataques do candidato Jair Bolsonaro e de seus apoiadores  contra o jornal Folha de S.Paulosão inaceitáveis e indignos de um partido que pretende governar o país“. 

Com informações da Folha de S.Paulo