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A 30 segundos do limite, Roger Waters avisa: ‘Última chance de resistir ao fascismo’

Na véspera do show, ex-Pink Floyd foi ameaçado de prisão pela Justiça Eleitoral caso se manifestasse contra Bolsonaro após o horário determinado pela lei

REPRODUÇÃO/TWITTER
Roger Waters em Curitiba

Grande parte do público curitibano aplaudiu e puxou um coro de ‘ele não’

São Paulo – Faltando 30 segundos para dar 22h, Roger Waters interrompeu a execução da música Breathe, durante seu show em Curitiba, neste sábado (27), para exibir um vídeo de repúdio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). “São 9:58. Disseram que não podemos falar sobre a eleição depois das 10 da noite. É lei”, diz um texto no telão. “Só temos 30 segundos. Essa é a nossa última chance de resistir ao fascismo antes do domingo”, acrescentava a mensagem, finalizada com um “ele não!”. 

Grande parte do público curitibano aplaudiu e puxou um coro de “ele não”. Outra menor reagiu gritando “mito”. Indiferente, o artista emendou com The Great Gig in the Sky

Na sexta-feira (26), véspera do show, a produção do artista foi notificada pela Justiça Eleitoral de que Roger Waters cometeria crime eleitoral se fizesse comentários de cunho político após as 22h, passivo de multa. Se a manifestação fosse feita após a meia noite, o artista poderia até ser preso, por boca de urna.

Durante intervalo do show para a segunda parte, nomes de políticos que o ex-Pink Floyd considera neofascistas foram exibidos no telão. O nome de Bolsonaro, que fecha a lista, foi coberto por uma tarja preta.