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Embates

Em São Paulo, Dilma afirma que povo não vai aceitar ameaça a direitos trabalhistas

'É algo que conquistamos ao longo da história de lutas', diz candidata do PT. Na zona sul da capital, presidenta não cita Marina, critica 'mentiras e boatos' e pede que população lute por conquistas
por Redação RBA publicado 20/09/2014 13h58
'É algo que conquistamos ao longo da história de lutas', diz candidata do PT. Na zona sul da capital, presidenta não cita Marina, critica 'mentiras e boatos' e pede que população lute por conquistas
Ichiro Guerra/Campanha Dilma
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Dilma reforça agenda em São Paulo como estratégia para reverter vantagem de Marina

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff voltou a abordar hoje (20), na zona sul de São Paulo, a questão dos direitos trabalhistas, tema central para sua campanha ao longo desta semana com a associação da adversária Marina Silva, do PSB, ao desemprego e à perda de conquistas sociais.

O tema não foi tratado no discurso feito pela presidenta no Largo Treze, em Santo Amaro, mas acabou abordado durante entrevista coletiva devido à pergunta de um repórter. “Direitos trabalhistas são conquistas históricas desse país. Férias, décimo terceiro, horas extras, fundo de garantia. São conquistas que o povo brasileiro não vai deixar isso ser ameaçado ou combatido. O povo brasileiro não vai deixar. É algo que conquistamos ao longo da história de lutas”, afirmou, desta vez sem citações diretas a Marina. “Não tem flexibilização: isso é conquista. Conquista se defende.”

Dilma voltou a comparar a situação do Brasil com a de países europeus. Enquanto nos últimos quatro anos foram criados empregos, na Europa houve fechamento de postos de trabalho e redução de direitos sociais.

Durante o discurso, de nove minutos, a petista tampouco fez citações diretas à adversária. A fala deixou clara a estratégia de aumentar o peso da agenda de campanha em São Paulo na tentativa de reverter uma situação que hoje é favorável a Marina. O maior colégio eleitoral do país oferece até aqui os números mais desconfortáveis para o PT, o que surge como elemento decisivo para o resultado do pleito de outubro.

Hoje, além do ato na zona sul da capital paulista, petistas, dirigentes sindicais e representantes de movimentos sociais voltaram a fazer mobilizações por todo o estado, com distribuição de panfletos e corpo a corpo na tentativa de melhorar os índices de voto em Dilma e no candidato do PT ao governo do estado, Alexandre Padilha.

Dilma afirmou na zona sul que obras importantes para a população da capital, como o Rodoanel e linhas do monotrilho, têm recursos federais investidos. Ela pediu ainda voto em Padilha, afirmando que será melhor para o estado que se tenha um trio formado pelo prefeito da capital, Fernando Haddad, por ela e pelo ex-ministro da Saúde. “Todos nós estamos unidos porque queremos que o Brasil continue criando emprego, que o Brasil continue assegurando condições de vida para a nossa população”, ressaltou, ao lado da ministra da Cultura, Marta Suplicy, e do senador Eduardo Suplicy. “Quando a gente conquista uma coisa, a gente quer conquistar mais. Tá certo isso. É assim que todo mundo quer. Agora, conquista que a gente fez é conquista que a gente defende. Por isso, vamos defender aquilo que conquistamos.”