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Em resposta a Congresso conservador, Berzoini sugere maior participação popular

Ministro das Relações Institucionais pede maior participação dos movimentos sociais e sindical e considera que mobilização por reforma política deve ser fundamental no debate e na pressão sobre o Congresso
Publicado por Redação RBA
12:08
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Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
berzoini

Ministro destaca prioridades e desafios para o novo mandato da presidenta Dilma Rousseff

São Paulo – Em entrevista à Rádio Brasil Atual, o ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, destaca prioridades e desafios para o próximo mandato da presidenta Dilma Rousseff (PT): desenvolvimento econômico com distribuição, reforma política, reforma tributária progressiva e um salto de investimentos na área da saúde, com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Frente ao crescimento das bancadas conservadoras, como ruralistas, militares e evangélicos, e perda de representação dos trabalhadores no Congresso, o ministro aposta na pressão popular e pede maior atuação dos movimentos sociais e, em especial, do movimento sindical. “Setores conservadores que avançaram nessas eleições, evidentemente, são também sensíveis quando há uma movimentação expressiva da sociedade civil, especialmente dos trabalhadores”, advoga o ministro.

Para os desafios para a economia, Berzoini acredita que “o fundamental é termos uma mudança mais profunda que permita ao Brasil preservar e disputar novos empregos”, ressaltando a importância da busca por maior competitividade visando à ampliação da participação dos produtos brasileiros no comércio internacional. Contudo, ressalva o ministro, “temos um problema grave, que é o fato de termos parte do mundo em recessão, parte estagnada”.

Sobre a reforma política, o ministro analisa: “São dois processos simultâneos. Um, de propor e lutar, pela aprovação no Congresso, de um plebiscito sobre as linhas gerais da reforma. O segundo movimento é a participação popular direta, ou seja, a capacidade da sociedade de se mobilizar para debater os temas da reforma política”.

Berzoini afirma que, no atual modelo, os parlamentares são eleitos de forma individualista, despolitizada e vinculada ao interesse econômico e que “a única forma de minimizar esse caráter negativo é estabelecer mecanismos de controle e influência, do povo em geral, em relação às questões parlamentares”.

Sondado a respeito do nome a ocupar o posto de ministro da Fazenda no próximo mandato da presidenta Dilma, em lugar de Guido Mantega, que já anunciou sua saída, Berzoini desconversa e presta homenagem ao atual ocupante da pasta. “É um dos ministros mais longevos, se não for o que ficou mais tempo e fez um trabalho fundamental, em 2008, ao enfrentar a crise.”