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Servidores protestam nesta sexta no Masp contra desmonte do estado por Tarcísio

Ato com adesão de 90 entidades integra jornada de lutas da Apeoesp contra a privatização de escolas, corte de recursos e escolas militares, entre outras

Rogério Cassimiro/GOVSP
Rogério Cassimiro/GOVSP
Governador Tarcísio que privatiza a Sabesp quer também privatizar as escolas

São Paulo – Servidores estaduais de São Paulo protestam nesta sexta-feira (21) contra o desmonte que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) promove na máquina pública em sua gestão. Organizados em mais de 90 entidades que compõem a Frente Paulista em Defesa dos Serviços Públicos, eles vão aderir ao ato da jornada de lutas de 48h do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) no Masp, às 16h.

Assim, professores das escolas do ensino fundamental, das universidades, das escolas técnicas e servidores da Sabesp, da CPTM e diversas outros órgãos ligados ao governo vão reforçar a manifestação contra os ataques de Tarcísio à educação, à ciência e à tecnologia.

Segundo a Apeoesp, a jornada é contra uma série de políticas do governo. É o caso das propostas de privatização das escolas, do uso de inteligência artificial para elaborar os conteúdos das aulas, o corte de R$ 10 bilhões do setor e da aprovação recente das escolas cívico-militares. A luta pela efetivação dos docentes aprovados em concurso, que fazem falta nas escolas, é outra reivindicação.

Servidores lembram sequência de ataques

As entidades lembram que a sequência de ataques de Tarcísio à educação, que flerta com o bolsonarismo, tem o objetivo de agradar o eleitorado mais conservador. Por essa razão, a Secretaria da Educação, liderada pelo empresário Renato Feder, tentou abrir mão dos livros didáticos impressos do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Mas a medida teve de ser abandonada após grande repercussão negativa, que levou a decisão judicial nesse sentido.

Mais recentemente, Tarcísio aprovou projeto de criação de escolas cívico-militares no estado. A aprovação na Assembleia Legislativa, em 21 de maio passado, foi marcada pela violência policial da tropa de choque contra manifestantes, a maioria estudantes.

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Redação: Cida de Oliveira – Edição: Helder Lima