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“Balbúrdia” vira filme sobre as universidades públicas que Bolsonaro quer destruir

Documentaristas lançam campanha na internet para financiamento coletivo. Produção visitará diversas universidades públicas no país

Reprodução/Balbúrdia
Equipe ouvirá alunos, professores, pesquisadores e outros trabalhadores em nove universidades públicas do país

São Paulo – Na tentativa de desqualificar a vida acadêmica no interior das melhores universidades brasileiras e justificar sua política de cortes orçamentários e de desmonte, o ministro da Educação Abraham Weintraub usou o termo “balbúrdia“. O que o chefe do MEC não imaginava é que estava colocando lenha na fogueira da resistência. E para mostrar que, apesar dos investimentos em queda nos últimos anos, as universidades públicas produzem conhecimento, ciência e futuro, a Pau a Pique Produções lançou campanha de financiamento coletivo para o documentário Balbúrdia. Assista vídeo de apresentação no final da reportagem.

O documentário é uma resposta aos ataques do governo de Jair Bolsonaro (PSL) à rede federal de ensino superior, às ciências humanas e também à perseguição ideológica. Para isso vai ouvir alunos, professores e todos os atores da educação superior e da ciência no país, mostrando sua importância para um futuro digno.

Serão visitadas as três universidades que mais causam “balbúrdia”, segundo Weintraub: A Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA).  As três que sofreram maior percentual de cortes – Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

E também as três públicas mantidas pelo governo do estado de São Paulo – Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita (Unesp), no alvo de uma CPI estadual movida por motivos ideológicos.

A Pau a Pique Produções nasceu  dentro do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp.

Para contribuir, acesse o site www.catarse.me

Assista ao vídeo de apresentação do documentário: