Home Educação ‘Não interessa para o atual governo produzir mentes pensantes’
#TsunamiDaEducação

‘Não interessa para o atual governo produzir mentes pensantes’

Michele Schultz, vice-presidenta da Associação dos Docentes da USP (Adusp), destaca a importância do apoio de toda a sociedade contra os cortes na educação feitos pelo governo de Jair Bolsonaro
Publicado por Redação RBA
Educação
Compartilhar:   
Arquivo/EBC
Cortes na educação afetam as ciências

Cortes na educação feitos pelo governo de Bolsonaro atingem pós-graduação e pesquisa científica no país

São Paulo — A vice-presidenta da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp), Michele Schultz, reconhece não ter certeza sobre os significados da “bateção de cabeça” e dos discursos conflitantes expostos pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), seus ministros e apoiadores, no que se refere ao corte de gastos anunciados para a educação pública. Porém, de uma coisa ela diz não ter dúvida: os ataques contra a educação, a ciência e o conhecimento revelam muito da atual gestão.  

“É um discurso obscurantista do atual governo, que nega o conhecimento científico, e fica muito difícil saber qual o projeto que está por trás de todos os ataques que estamos sofrendo”, afirma, em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual. 

Para ela, não é à toa que professores e a educação, de modo geral, tenham se transformado em “alvo” do governo de Bolsonaro. “Interferir num projeto de educação é interferir num projeto de nação. É um projeto de destruição que tem como finalidade, talvez, a rendição ao mercado e ao capital. Não interessa para o atual governo produzir mentes pensantes.” 

No dia em que centenas de milhares de estudantes, professores e trabalhadores em geral tomam as ruas de todo o país para protestar contra os cortes no setor, Michele Schultz diz ser também importante o apoio de toda a sociedade, para além das mães e pais de alunos. Ela ainda alerta para não se deixar influenciar pelas fake news e “nuvens de fumaça” criadas pelo governo para confundir a população. 

Ouça a entrevista na íntegra