nova etapa

Oposição impede nova votação do projeto Escola sem Partido

Matéria que contesta qualquer exposição contrária a preceitos políticos, religiosos e morais, havia sido adiada após mobilização dos professores e estudantes no fim de outubro

TVT/Reprodução
Escola sem partido

Projeto é criticado por comunidade acadêmica e atende aos interesses apenas dos setores conservadores

São Paulo – Movimentos sociais organizados com a presença de professores, estudantes e trabalhadores da educação conseguiram, mais uma vez, impedir que o Projeto de Lei (PL) 7.180/2014, conhecido como “Escola Sem Partido”, fosse votado nesta quarta-feira (7), na Câmara dos Deputados, pela comissão especial formada para analisar a proposta que é criticada por impor a censura dentro das salas de aulas.

Nem mesmo a presença da futura base governista de Jair Bolsonaro (PSL) formada por deputados eleitos favoráveis a chamada Lei da Mordaça, entre eles, Alexandre Frota (PSL-SP) e Kim Kataguiri (DEM-SP), foram suficientes para impedir que a audiência fosse esvaziada e, com a falta de quórum, sofresse um atraso de uma hora e meia levando ao seu adiantamento.

Ao repórter Uélson Kalinovski, do Seu Jornal, da TVT, o deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ), explicou que a expectativa dos parlamentares contrários à Lei da Mordaça é que a proposta seja barrada ainda pela comissão e que, caso o PL seja aprovado, há um recurso para levar a matéria ainda ao Plenário da Câmara. “Aí eu quero ver quem são os deputados que querem ficar carimbados como quem quer criminalizar professores”, afirmou Braga. “O que eles querem é professores com medo do que vão dizer nas salas de aula, porque, quando eles têm professores com medo, eles fazem com que estudantes sejam robôs”, acrescentou.

Assista à reportagem na íntegra: