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Comunidade científica articula reação a cortes no financiamento de pesquisas

Manifestantes cobram nesta terça orçamento para educação, ciência e tecnologia, revogação da emenda do teto de gastos e ampliação do financiamento das universidades públicas
Publicado por Redação RBA
10:39
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TV Brasil/EBC/Reprodução
Cortes pesquisas

Orçamento do CNPq pode ser reduzido em 33% no próximo ano, segundo presidente do órgão

São Paulo – Entidades de pesquisadores e pós-graduandos realizam ato nesta terça-feira (14) no Ministério do Planejamento, em Brasília, para pressionar o governo federal contra cortes no financiamento do setor de pesquisas.

Mobilização da comunidade tem como base o anúncio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), divulgado na quinta-feira (9), que alerta para o encolhimento do orçamento em 2019, que pode ser reduzido a R$ 800 milhões, ante o R$ 1,2 bilhão do orçamento deste ano.

Segundo a carta aberta do presidente do CNPq, o professor Mario Neto Borges, o corte de 33% limitará a abertura de novos editais. A redução no repasse de recursos também afetará a Financiadora de Inovação e Projetos (Finep), que teve disponível para este ano o valor de R$ 1,6 bilhão, mas tem previsão de aproximadamente R$ 700 milhões para o próximo ano.

Está já é a terceira agência financiadora de pesquisa que sofre ameaças de cortes. No início do mês, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), também passou pela possibilidade de revisão do orçamento, mas teve suas bolsas garantidas pelo Ministério da Educação

Em entrevista à repórter Ana Rosa Carrara, da Rádio Brasil Atual, pesquisadores analisam que os cortes, além de impedir o desenvolvimento da pesquisa no país, agravam a situação de bolsistas e preocupa pelos reflexos na economia brasileira, como cita o presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp), Marcos Buckeridge.

“Nós vamos ter um efeito, nos próximos cinco anos, que depois será preciso 30 anos para curar. Não dá para você desenvolver um novo parque científico, novamente, em apenas cinco anos”, analisa o presidente da Aciesp. 

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