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Em Brasília

Teto de gastos aprofunda desmonte das universidades públicas federais

Segundo participantes de audiência pública na Câmara dos Deputados, valor contingenciado nos últimos dois anos chega a R$ 3 bilhões
por Redação RBA publicado 11/07/2018 10h05, última modificação 11/07/2018 21h57
Segundo participantes de audiência pública na Câmara dos Deputados, valor contingenciado nos últimos dois anos chega a R$ 3 bilhões
TVT/Reprodução
Desmonte universidades

Desmonte nas universidades chega a R$ 3 bilhões, calculam parlamentares, professores e estudantes

São Paulo – Nos últimos dois anos, o contingenciamento de recursos que seriam destinados às universidades públicas federais, já chega a R$ 3 bilhões. O valor, calculado por parlamentares, professores e estudantes, foi apresentado nesta terça-feira (10) em audiência pública na Câmara dos Deputados para denunciar o sucateamento da educação superior provocado pela lei do teto de gastos, que limitou os investimentos do governo no setor.

Em Brasília, por exemplo, o cenário de crise financeira no ensino superior público foi descrito pelo coordenador do centro acadêmico de Antropologia da Universidade de Brasília (UNB), Caio Sousa, que alertou para a sobrecarga de trabalho dos funcionários terceirizados, o encerramento de estágios e o aumento no custo de vida dos estudantes para se manter na instituição.

“O valor que ele (aluno) paga mensalmente chega a mais de R$ 700, enquanto a bolsa de assistência estudantil não chega nem a esse valor. Como é que mantém o aluno na universidade? Como é que a universidade vai continuar tendo a cara do povo que começou a ter?”, questiona Sousa.

Para o deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ), a saída passa pela revogação da PEC do Teto de Gastos e pelo cumprimento do Plano Nacional de Educação e a consolidação de um Sistema Nacional de Educação, reunindo padrões normativos para o ensino no país.

O representante da Rede Urbana de Ações Socioculturais Max Maciel cita ainda o repasse do orçamento da União para o fomento da educação como uma contraposição à aproximação do setor público com o privado. “Não é falta de dinheiro, falta prioridade. Infelizmente, neste momento, esse governo tem um compromisso com o empresariado e com a classe especulativa”, afirma Maciel.

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