Home Educação Padre denuncia que foi impedido de conversar com reitor da UFSC
tortura espiritual

Padre denuncia que foi impedido de conversar com reitor da UFSC

Em missa no templo da universidade, o padre William Barbosa Viana disse que não foi o único que buscou oferecer apoio espiritual ao ao reitor Luiz Carlos Cancellier e teve o acesso negado
Publicado por Redação RBA
10:55
Compartilhar:   
reprodução
Padre Willian UFSC

Padre Willian lembrou que a assistência religiosa é garantida pela Constituição

São Paulo – O padre William Barbosa Viana, que também é doutor em Engenharia de Produção e chefe do departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) denunciou que a Polícia Federal (PF) impediu que ele oferecesse apoio espiritual ao reitor Luiz Carlos Cancellier, durante a sua prisão.

“Na verdade, e com muito sentimento, eu tentei por duas vezes me aproximar do professor para conversar com ele, e isso me foi negado. Por diversas razões, que são desarrazoadas”, afirmou o religioso, durante missa celebrada no último domingo (8), no templo ecumênico da universidade catarinense. 

O reitor foi preso, depois solto e afastado, devido a uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura supostos desvios de recursos. Ele foi encontrado morto em um shopping, em Florianópolis, na semana passada

Padre William lembrou que o artigo 5º da Constituição Federal garante a toda pessoa a assistência religiosa e disse que outro religioso, assim como ele, também tentou contato com o reitor, enquanto ele esteve preso, e o acesso também foi negado pela PF. 

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou que vai dar o nome do reitor Cancellier à lei que pune o abuso de autoridade, da qual é relator, e que já foi aprovada pelo Senado e agora tramita na Câmara dos DeputadosRequião espera que a morte do reitor Cancelier coloque um freio nas arbitrariedades e excessos de corporações que agem à margem da lei. 

O projeto tipifica os abuso cometidos por servidores públicos e membros dos três poderes da República, do Ministério Público, dos tribunais e conselhos de contas e das Forças Armadas.

Assista à reportagem do Seu Jornal