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Estudantes reagem a fechamento de escolas na Baixada Santista e falam em ocupação

Jovens fazem protesto em Santos e preparam nova onda de ocupações, caso Alckmin mantenha a intenção de fechar unidades escolares em Santos e Guarujá em 2018
Publicado por Redação RBA
09:54
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reprodução/TVT
Secundaristas Santos

Falta de vagas no ensino médio atinge 6 mil alunos, na Baixada Santista, enquanto Alckmin “brinca” de fechar escolas

São Paulo – Estudantes, mães, pais e professores protestaram nesta quinta-feira (5) em Santos contra o anúncio de fechamento de ao menos quatro escolas na região da Baixada Santista em 2018.

A Diretoria de Ensino de Santos diz que os alunos dessas unidades serão remanejados e que o fechamento se deve à queda 6% no número de matrículas. O Sindicato dos Professores no Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) contesta. “Tem demanda, sim. Temos mais 6 mil alunos fora da escola na Baixada”, diz a diretora regional da Apeoesp Sônia Maciel.

A presidenta de entidade, Maria Izabel Noronha, a Bebel, diz que em vez de buscar atender essa demanda, o governador Geraldo Alckmin “brinca” de fechar escolas. “Isso é um absurdo”, classificou. 

Os secundaristas prometem intensificar mobilizações e retomar a onda de ocupações, como há dois anos, se o governo não suspender o fechamento de salas de aulas e de escolas inteiras. 

Uma das unidades ameaçadas de fechamento é Cleóbulo Amazonas Duarte, que fica ao lado da Diretoria de Ensino de Santos. Atualmente, a escola conta com cerca de 250 alunos. Eram 750, quando o governo decidiu pelo fechamento dos turnos da tarde e noite. 

“Estamos mobilizando cada vez mais estudantes, a Baixada Santista em geral, para estar presente nesses atos. Já se ouve uma própria iniciativa dos estudantes, do grêmio estudantil, que fala em uma possível ocupação, caso deem continuidade a esse processo”, diz o estudante Hector Batista, da escola Cleóbulo Amazonas Duarte.

Em 2015, o governo Alckmin tentou impor a dita “reorganização”, que pretendia fechar 94 escolas e remanejar alunos em outras 700. A reorganização foi barrada após os estudantes ocuparem centenas de escolas em uma onda de resistência que se alastrou por todo o estado.

“O governador tem que ajudar, e não fechar as escolas. O que é que ele quer da vida? Que as ruas se encham de mais crianças soltas, fumando droga, roubando? É isso que o governo quer?”, questiona a cozinheira aposentada Marinete Bezerra.

A Apeoesp criou em seu site um espaço para que qualquer pessoa possa denunciar o fechamento de classes e de unidades.   

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