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Mobilização

Professores paulistas farão assembleia em 8 de março com indicativo de greve

Categoria protesta contra fechamento de salas, o retorno de coordenadores, vice-diretores para as salas de aula e a atribuição de aulas, que deixou docentes sem trabalho
por Sarah Fernandes, da RBA publicado 17/02/2017 16h50, última modificação 17/02/2017 17h05
Categoria protesta contra fechamento de salas, o retorno de coordenadores, vice-diretores para as salas de aula e a atribuição de aulas, que deixou docentes sem trabalho
Douglas Mansur / Apeosp
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Professores da rede estadual paulista iniciam mobilização por melhores condições de ensino e aprendizagem

São Paulo – Professores da rede estadual de São Paulo farão, em 8 de março, assembleia geral no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, a partir das 14h30, com indicativo de greve da categoria. De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), os docentes podem iniciar uma greve uma semana depois, no dia 15, quando será marcado um novo ato. Congresso nacional dos trabalhadores em educação, realizado em janeiro, já aprovou greve nacional a partir dessa data.

As decisões saíram na manhã de hoje (17), durante protesto que reuniu professores de pelo menos nove cidades do estado em frente à Secretaria estadual da Educação, na Praça da República, na região central de São Paulo. Os docentes se manifestaram, entre outras demandas, contra o fechamento de salas, contra o retorno de coordenadores, vice-diretores e professores mediadores para as salas de aula (em vez de contratação de novos profissionais) e o processo de atribuição de aulas, que deixou diversos professores das chamadas categorias F e O sem trabalho.

Os professores reivindicam também reajuste salarial, o que não ocorre há três anos. “Nós não aceitaremos mais um ano sem reajuste salarial. O secretário de Educação (José Renato Nalini) tem um salário gordo, mas peça para ele perguntar para o pai de família que dá aula em cinco escolas por semana se ele está conseguindo colocar comida na mesa”, questionou a professora aposentada Maria Srufaneide Rodrigues.

Durante o ato, uma comissão dos professores ligados ao sindicato foi recebida por representantes da Secretaria da Educação, que afirmaram que reabrirão as salas fechadas desde que a Apeoesp comprove a demanda de alunos. Levantamento prévio da entidade em apenas um terço da rede estadual já aponta o fechamento de pelo menos quinhentas salas de aula. Um balanço atualizado deve ser fechado na próxima segunda-feira (20).

O sindicato também deverá enviar ofícios para reconduzir coordenadores, vice-diretores e professores mediadores para os cargos, comprovando que há real necessidade desses profissionais nas escolas. Ficou acertado também que, durante todo o ano de 2017, será debatido como será implementada na rede a reforma do ensino médio sancionada na quinta-feira (16) pelo governo de Michel Temer, considerada polêmica por especialistas nas áreas, por abrir brecha para a retirada de algumas disciplinas do currículo, sobretudo nas escolas que recebem alunos em condições de vulnerabilidade.

"Os estudantes têm de estar conosco para que a gente exija um currículo máximo e não mínimo”, disse a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel. "Não vamos aceitar que nenhuma disciplina seja retirada do currículo, porque isso não irá ocorrer nas escolas particulares."

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