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Trabalhadores em educação definem lutas e destacam unidade contra retirada de direitos

Confederação reúne 2,5 mil representantes do setor, que não vão esperar o carnaval chegar para iniciar as mobilizações deste ano
por Redação RBA publicado 15/01/2017 14h29, última modificação 16/01/2017 13h26
Confederação reúne 2,5 mil representantes do setor, que não vão esperar o carnaval chegar para iniciar as mobilizações deste ano
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Auditório lota para acompanhar o congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação: luta intensa contra o retrocesso e unidade da oposição ao governo de Temer

São Paulo – Eleição realizada durante o 33º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em Brasília, definiu a nova composição de sua diretoria executiva e do conselho fiscal para a próxima gestão, de três anos. Com 86,8% dos votos, a chapa liderada por Heleno Araújo assume a presidência. O plenário do congresso também aprovou as resoluções para as conjunturas internacional, nacional e política sindical. De acordo com as resoluções aprovadas no ambiente nacional, a agenda da CNTE para o próximo período deve manter a resistência contra o governo golpista.

Pernambucano, Heleno Manoel Gomes de Araújo Filho é formado em Ciências Físicas e Biológicas, com habilitação em Biologia, pela Faculdade Olindense de Formação de Professores (Fofop), da Fundação de Ensino Superior de Olinda (Funeso). É professor da educação básica na rede pública estadual e na rede municipal de Paulista. Atualmente, é coordenador do Fórum Nacional de Educação (FNE).

Segundo Araújo, a nova direção prevê um ano crucial em 2017, com muita união e mobilizações. "Será um ano difícil e as resoluções do próprio congresso já apontam para isto", avalia. O calendário de luta, segundo ele, já deve começar em fevereiro, antes do carnaval, com a preparação para uma greve geral da educação, prevista para março.

Araújo destacou que "mesmo as posições divergentes colocadas no congresso e a exposição dos palestrantes mostraram a necessidade de buscar esta unidade. O congresso deu este tom e vamos continuar lutando por isso. A CNTE não está isolada." A luta, ressaltou, é para evitar que os direitos da classe trabalhadora sejam perdidos e para "avançar naquilo que ainda é preciso na área da educação e de outros direitos sociais pela população brasileira como um todo."

O dirigente disse ainda que é preciso ampliar espaços, num período que prenuncia um calendário de mobilizações intenso para reverter a agenda de retirada de direitos do governo Temer, "para que possamos marchar enquanto classe trabalhadora, juntos, reunidos e firmes para barrar este golpe e restabelecer a democracia no país. Vai ser um ano atípico, com uma dinâmica diferente de anos anteriores."