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Estudantes ocupam Centro Paula Souza em São Paulo

Ocupação é apoio à mobilização em todo o país contra a PEC 55 e a reforma do ensino médio pretendida pelo governo de Michel Temer
Publicado por Redação RBA
19:51
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Alunos são contra congelamento dos recursos do DCE, mantido pelo governador Geraldo Alckmin há dois anos

São Paulo – O Centro Paula Souza, autarquia do governo do estado de São Paulo que faz a gestão das escolas técnicas (ETECs) e faculdades de tecnologia (Fatecs), foi ocupado na tarde de hoje (3) por cerca de 50 estudantes secundaristas e universitários ligados a essas unidades.

O centro se situa na rua dos Andradas, região da Luz, centro da cidade. A polícia fechou as duas entradas de acesso ao prédio e interditou o quarteirão da rua dos Andradas em frente ao prédio. Um estudante que participa da ocupação afirmou à reportagem dos Jornalistas Livres, que está no local, que até agora não houve caso de violência policial.

Ele se identificou como Henrique Domingues, presidente do diretório central dos estudantes (DCE) da Fatec. Segundo o estudante, o ocupação é para se somar à mobilização em todo o país contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 e contra a reforma do ensino médio pretendida pelo governo de Michel Temer, que dispensa a obrigatoriedade de disciplinas como artes, educação física, sociologia e filosofia.

Os estudantes estão do lado de fora do prédio, dentro do terreno, com barracas e faixas. Eles também têm reivindicações próprias, e são contra o congelamento dos recursos do DCE, que é mantido pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) há dois anos. “Mais de 60% dos estudantes se evadem da nossa universidade, nunca conseguem retirar seu diploma, e o governo de São Paulo não se movimenta para combater essa evasão”, afirma. “O nosso objetivo é que essa verba, conquistada junto à Assembleia Legislativa de São Paulo, seja regulamentada pelo Poder Executivo para que a gente possa inciar um período de combate à gravíssima situação de evasão.”

Esta é a segunda ocupação que o centro sofre. A primeira foi no começo de 2016, quando os secundaristas se mobilizaram para reivindicar que as Etecs recebessem merenda.