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Funcionários da USP entram em greve por salários e contra desmonte

Trabalhadores falam em desvinculação do hospital universitário, terceirização dos restaurantes e falta de vagas em creche. Situação se repete nas demais universidades paulistas
Publicado por Redação RBA
13:01
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reprodução/TVT
USP

Funcionários em greve da USP protestam contra tentativa de desvincular o hospital universitário

São Paulo – Desde ontem (12), funcionários da Universidade de São Paulo (USP) estão em greve por tempo indeterminado. A categoria reivindica aumento de 12,8%, o que inclui reposição de perdas causadas pela inflação e ganho real. Além da questão salarial, eles combatem também o que chamam de desmonte das universidades públicas estaduais.

“Eles querem transformar essa universidade pública em uma universidade paga, no caminho da privatização. O reitor (Marco Antonio Zago) diz que temos que nos livrar dos penduricalhos. É um médico que chama os hospitais universitários de penduricalho”, afirma o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) Magno de Carvalho, que ainda denuncia a terceirização nos restaurantes e o fechamento de novas vagas na creche, em entrevista à repórter Michelle Gomes, para o Seu Jornal, da TVT.

O coordenador do Fórum das Seis – entidade que reúne sindicatos de professores, servidores técnicos e representantes do movimento estudantil de USP, Unicamp, Unesp e das faculdades de tecnologia do Centro Paula Souza –, João Chaves, afirma que o cenário de desmanche vivido na USP é marca comum a todas universidades administradas pelo governo Alckmin.

“Essa greve dos servidores da USP, esse movimento que teve na Unicamp e a mobilização que está acontecendo na Unesp também têm como objetivo fundamental a resistência contra a destruição das nossas universidades”, afirma.

Na Assembleia Legislativa, funciona há quase um mês a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas, com 30 integrantes. O deputado Carlos Giannazi (Psol), que integra a frente, explica o seu funcionamento: “Vai atuar fazendo seminários, reuniões, acionando o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público contra esse desmonte. Vamos fazer um trabalho de organização, mas também de denúncia contra o que vem acontecendo”.

“Se nós não conseguimos resistir, esse imenso patrimônio do povo paulista, que foi construído ao longo dos anos, está sendo e será destruído”, diz João Chaves.