retomada

Escola Fernão Dias retorna às aulas com assembleia e promessa de diálogo

“Vamos retomar aos poucos, com tudo conversado e nada imposto”, garante diretora. Reposição de aulas vai até 5 de fevereiro

Rovena Rosa/ Agência Brasil
Fernão Dias

Os alunos irão para a escola todos os dias, das 7h às 12h20, inclusive aos sábados

São Paulo – Os estudantes da escola pública estadual Fernão Dias, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, retomaram as aulas após 55 dias de ocupação e já organizaram assembleia com direção e professores para definir como será a reposição de aulas. Até a noite de ontem (6), quatro escolas permaneciam ocupadas no estado.

“Vamos retomar aos poucos, com tudo conversado, nada imposto, com muita parcimônia e com muito cuidado, porque estamos em um momento delicado. Não há como voltar de uma vez”, disse a diretora em exercício, Nancy Testoni Canato, à TVT.

Os alunos irão para a escola todos os dias, das 7h às 12h20, inclusive aos sábados. A reposição de aulas vai até 5 de fevereiro.

A direção da escola se comprometeu a tentar fazer valer o passe estudantil, que garante pagamento de metade de tarifa aos estudantes, durante o período de reposição de aulas. Normalmente em janeiro o benefício não é liberado, devido às férias escolares. “A gente vai ter de pagar a passagem inteira e isso é ruim. Eu mesma uso R$ 7 para ir e voltar da escola”, conta a aluna Carla Mary, de 17 anos.

No auge do movimento, no dia 2 de dezembro, os estudantes chegaram a ocupar 213 escolas contra o projeto de “reorganização” escolar que seria consolidado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e que fecharia pelo menos 93 escolas e transferiria compulsoriamente 311 mil estudantes.

Após 25 dias de mobilização, o governador veio a público suspender o projeto. Logo depois, o secretário estadual de Educação, Herman Voorwald, pediu demissão. Na ocasião, Alckmin limitou-se a afirmar que os alunos continuariam nas escolas em que já estudam e que o governo começará a aprofundar o debate sobre o projeto. Os alunos decidiram manter a mobilização até que o governador cancele definitivamente a reorganização.

Confira a reportagem na íntegra:

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