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Polícia reprime com violência protesto estudantil em São Paulo

Confronto começou na avenida da Consolação, quando estudantes fecharam trânsito no sentido centro, em protesto. PM iniciou um ataque com diversas bombas de gás
por Redação da RBA publicado 04/12/2015 12h00
Confronto começou na avenida da Consolação, quando estudantes fecharam trânsito no sentido centro, em protesto. PM iniciou um ataque com diversas bombas de gás
CC / twitter
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São Paulo – A Força Tática da Polícia Militar reprimiu com violência um protesto estudantil que segue neste momento pela avenida Ipiranga, no centro da cidade, em direção a sede Secretaria Estadual de Educação, localizada na Praça da República. A polícia usou diversas vezes bombas de gás lacrimogêneo, na tentativa de dispersar o movimento. Os manifestantes resistem e seguem marchando até o prédio.

Os estudantes se encontraram na avenida Paulista, a partir de dois protestos. O primeiro começou no Butantã, na zona oeste, organizado pelas escolas Professor Emygdio de Barros e Andronico de Mello, com apoio dos trabalhadores da USP. O outro saiu da Santa Cecília, no centro, organizado pelos estudantes do Professor Fidelino Figueiredo.

O confronto começou na avenida da Consolação, quando os estudantes fecharam o trânsito no sentido centro, em protesto. A partir daí a polícia militar, que conta com um grande efetivo no local, iniciou um ataque com diversas bombas de gás.

O movimento pede que o governo estadual, comandado por Geraldo Alckmin (PSDB), revoque o projeto de reorganização do ensino paulista que prevê o fechamento de pelo menos 93 escolas e a transferência compulsória de 311 mil alunos.

Ontem (3), o Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública do estado ingressaram com ação civil pública no Tribunal de Justiça de São Paulo pedindo liminar em caráter de urgência que suspenda o processo de reorganização. A ação foi distribuída para a 5ª Vara da Fazenda Pública, sob a responsabilidade do juiz Luís Felipe Ferrari Bedendi que ainda não deu parecer.